“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Câmara desampara meninas vítimas de estupro e aprova o PDL da Pedofilia

F: Divulgação
Um dia após a aprovação do PDL 3/2025 pela Câmara dos Deputados, a campanha Criança Não é Mãe publicou uma nota que classifica a decisão como “constrangedora, desumana e politicamente obscena”. O projeto suspende a Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que estabelece o fluxo de atendimento para meninas vítimas de violência sexual.

Na nota, a campanha observa que a Resolução 258/2024 não cria novos direitos, mas apenas organiza o acesso ao aborto legal, previsto desde 1940 no Código Penal, e orienta profissionais de saúde, escolas e conselhos tutelares a garantir acolhimento e sigilo. Portanto, com a aprovação do PDL 3/2025, a Câmara desautoriza uma norma de proteção e expõe meninas engravidadas por estupradores à revitimização e à tortura institucional.


“É execrável ter um Parlamento que afirma defender a infância fingindo não saber o que significa obrigar uma criança a seguir com a gravidez decorrente de um estupro”, diz a nota. “Fazem isso fechando os olhos para o fato de que gravidez na infância é sempre consequência de violência e forçar sua continuidade é tortura.”


A campanha destaca que a votação foi marcada por desinformação deliberada e violência política de gênero, com parlamentares homens interrompendo e hostilizando deputadas que tentavam defender o direito das meninas à proteção e à dignidade. O texto denuncia ainda o uso do plenário para espalhar fake news, como a falsa ideia de que a Resolução “legalizaria o aborto até nove meses”.


Segundo a nota, “foi uma escolha política: desinformar para justificar o retrocesso”. E o resultado é devastador: “Desestrutura as redes de proteção, confunde profissionais, fragiliza protocolos de atendimento e expõe meninas violentadas ao abandono e ao silêncio.”


Misoginia, horror e normalização da violência

Para lideranças das organizações da campanha, o que se viu na Câmara foi um espetáculo misógino que transforma a dor de meninas em palanque eleitoral. “O Congresso decidiu dar um recado: o corpo das meninas pode ser usado como território de disputa moral”, afirma Laura Molinari, codiretora da campanha Nem Presa Nem Morta. 


Para ela, o PDL “incentiva a normalização da violência sexual infantil” e “premia a impunidade”. 


“O Brasil tem um Congresso que escolhe manter tudo como está: meninas sendo estupradas, engravidadas, silenciadas e agora também abandonadas”, completa Laura. 


Gabi Juns, diretora do Instituto Lamparina, aponta que o desafio agora é mobilizar o Senado e pressionar o governo a reagir com firmeza. 


“O que vimos foi um parlamento que mente, distorce e manipula para punir as vítimas. É hora de transformar indignação em ação. O Senado precisa barrar esse retrocesso.”


A repercussão do caso provocou forte reação de artistas, influenciadoras e ativistas.


A atriz Luana Piovani e a cantora Anitta publicaram vídeos em apoio à campanha, que já conta com milhares de compartilhamentos. E um abaixo-assinado ao Change.org convida a sociedade a se posicionar publicamente contra o retrocesso e a favor da proteção de crianças e adolescentes: change.org/CriançaNãoÉMãe.    

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