Por que um conflito entre Estados Unidos e Venezuela pode pesar no bolso do brasileiro

(F: Freepik) Um ataque dos Estados Unidos à Venezuela pode parecer um assunto distante da rotina do brasileiro, restrito a disputas políticas e militares entre outros países, só que na prática, esse tipo de tensão internacional encontra caminhos diretos até o dia a dia da população, especialmente por meio dos preços, do dólar e do custo de vida. Isso porque o mundo funciona hoje como uma grande rede conectada e quando um ponto dessa rede entra em conflito, o efeito se espalha rapidamente. No caso da Venezuela, o alerta surge porque o país faz parte de uma região estratégica para o mercado de petróleo e qualquer instabilidade envolvendo grandes produtores ou grandes potências, aumenta o risco de desabastecimento, mesmo que no âmbito da especulação, ou seja, antes de acontecer de fato. Basta o receio para o preço do petróleo subir no mercado internacional. “Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o tr...

Kátia Maria promove audiência pública para avaliar situação do Imas em Goiânia

Imas e a falta de gestão (F: Fabiano Araújo)
A vereadora Kátia Maria (PT) presidiu audiência pública, na tarde desta terça-feira (21), na Câmara de Goiânia, para discutir a “grave situação”, como ela classificou, do Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas). Segundo a parlamentar, há várias reclamações dos usuários quanto à dificuldade no agendamento de consultas, exames e cirurgias. “Os usuários pagam para usar o Imas com dinheiro descontado mensalmente do contracheque, portanto, eles têm o direito de ser atendidos sempre que acionarem o plano de saúde”, disse ela.

A audiência contou com participação de representantes de prestadores de serviços, sindicatos, além de servidores da Prefeitura que pagam pelo plano de saúde. Convidado para o debate, o presidente do Imas, Welmes Marques da Silva, não compareceu nem enviou representante. Segundo Kátia, ele alegou que assumiu a presidência recentemente e que, por isso, não poderia estar presente.

A presidente da Federação dos Hospitais de Goiás, Christiane do Valle, cobrou conclusão da auditoria para cálculo da dívida total do Imas com prestadores de serviços. A auditoria teve início, no ano passado, após acordo com o Ministério Público e iniciado cronograma de pagamentos mensais em ordem cronológica. Pela prévia da auditoria, a presidente estima a dívida total do instituto em torno de R$ 170 milhões.

Bruna Guimarães Isecke, representando o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-GO), defendeu reestruturação do Imas. Entre as mudanças, o instituto, por ser uma autarquia, deveria gerir os próprios recursos, recebendo diretamente o que é descontado dos servidores. Hoje, a Secretaria Municipal de Finanças recebe o dinheiro e repassa ao Imas. Outra crítica se deu quanto à falta de repasse da parte patronal – responsabilidade da Prefeitura – ao instituto, e quanto à falta de pagamento de débitos que outras secretarias têm com o Imas. “Todo mês o Imas gera um débito de R$ 6 a 7 milhões. Como ex-membro do Conselho Fiscal do Imas, vi todas essas questões nas planilhas de contas”, afirmou.

Integrante do Conselho de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Conas), Aliandro Paulo de Jesus criticou "as constantes trocas de presidente do instituto e, consequentemente, a rotatividade de pessoas nos cargos de confiança ligados à presidência". Segundo ele, isso prejudica o andamento de processos administrativos no órgão e atrasa a restruturação do Imas. Sobre o acordo feito com o MP, Aliandro relatou que a Prefeitura deixou de realizar aporte mensal de R$ 5 milhões, concordado no ano passado, prejudicando o caixa do instituto.

De acordo com Luis Henrique Ribeiro Gabriel, representante do Sindicato dos Laboratórios de Análises e Banco de Sangue no Estado de Goiás (Sindilabs), prestadores de serviço têm parado de atender ao Imas porque “não é possível continuar atendendo sem receber”. “Nós queremos muito atender todos os pacientes do instituto, mas hoje existe uma conta atrasada. Com isso, não conseguimos manter o custo de atenção para esses usuários”, afirmou. Ainda segundo ele, mesmo com unidades sem receber desde agosto do ano passado, há disposição para negociar.

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