Os integrantes do grupo Amigos da Viração Goiás, corrente política que surgiu no movimento estudantil da década de 1980, lançaram nesta semana, em Goiânia, a campanha “SEM ANISTIA para golpistas e traidores da Pátria.”A campanha desenvolvida pelos egressos do movimento estudantil Viração consiste na divulgação de mensagens em outdoors e mídias sociais de apoio à independência do Supremo Tribunal Federal (STF). Em apenas 24 horas, foi registrado nas redes sociais 79 mil visualizações, 1.544 likes e 850 comentários.
Através do grupo de antigos militantes estudantis, amigos e simpatizantes, foi realizada uma vaquinha popular, na qual mais de uma centena de contribuições foram arrecadadas, de acordo com as possibilidades de cada pessoa. O resultado já pode ser visto nas ruas da capital goiana desde segunda-feira (18), com outdoors em vários pontos nessa primeira fase.
O movimento também está sendo divulgado nas redes sociais e visa conscientizar a população e estimular que os movimentos sociais, sindicais, partidos, frentes políticas, parlamentares e figuras públicas promovam iniciativas semelhantes.
Histórico do Movimento Estudantil Viração: Ecos de uma Luta Histórica
A partir de 1980, em meio à resistência contra a ditadura militar, a corrente estudantil Viração emergiu como uma das mais atuantes dentro das universidades brasileiras e escolas de ensino médio, na direção da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs), Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs), centros acadêmicos e grêmios por todo o Brasil.
Esta corrente liderou mobilizações por mais verbas para a educação, pela democratização do acesso universitário e pela conquista do passe estudantil – marco na luta por direitos sociais, atuando com força pelo fim da ditadura militar nas memoráveis campanhas da Diretas Já (1984) e pela convocação da Assembleia Nacional Constituinte.
A Viração não apenas participou da luta contra o autoritarismo, mas também semeou práticas de organização coletiva que moldaram gerações de militantes e gestores públicos. Quarenta e cinco anos depois, seu legado continua a inspirar movimentos que defendem uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos, bem como a defesa da democracia, da soberania nacional e o avanço nos direitos sociais do povo brasileiro.
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