Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor e acelera a liberalização comercial

Tratado histórico em vigor (F: Freepik) O cenário do comércio exterior na América do Sul passa por uma transformação histórica com a entrada em vigor do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que passou a valer no dia 1º de maio. Após 25 anos de negociações, o tratado chega ao mercado como um pilar independente, focado na liberalização comercial imediata de bens e serviços. Na prática, a medida extingue tarifas sobre 95% das importações da UE e 91% das exportações do Mercosul, alcançando desde commodities agrícolas até produtos industriais de alto valor agregado. Embora o acordo represente uma abertura sem precedentes, o setor produtivo deve estar atento às exigências operacionais para não perder as vantagens tributárias. Segundo a Câmara de Comércio Brasil Paraguai (CCBP), o benefício de isenção não é automático. Para a entidade, o sucesso da operação depende da apresentação obrigatória do Certificado de Origem digital, documento que atesta a procedência...

Isotônico todo dia? O hábito que parece saudável, mas pode aumentar pressão, inchaço e até o risco cardiovascular

(F: Freepik)
Eles estão na mochila da academia, na lancheira e até na geladeira de quem quer levar uma vida mais saudável. Mas o isotônico, frequentemente associado à hidratação e ao universo fitness, pode fazer mais mal do que bem quando consumido sem necessidade. Desenvolvidas para atletas e situações de desgaste físico intenso, essas bebidas concentram sódio e carboidratos em quantidades que, no dia a dia, podem favorecer retenção de líquidos, ganho de peso, aumento da pressão arterial e piora do risco cardiovascular.

O alerta chama atenção porque o isotônico deixou de ser um produto restrito ao esporte e passou a ser visto como uma escolha “saudável” para qualquer pessoa. Impulsionado pelo marketing e pelas redes sociais, o consumo se popularizou entre sedentários, adolescentes e até crianças, muitas vezes como substituto da água.

Segundo o médico Rafael Reis, esse hábito pode trazer consequências silenciosas ao organismo. “O consumo frequente sem necessidade pode aumentar ingestão de sódio e açúcar de forma desnecessária. Dependendo da quantidade e da frequência, isso pode contribuir para retenção de líquido, aumento calórico e piora metabólica ao longo do tempo”, explica.

A preocupação é respaldada por recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta um consumo máximo de 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal. Dependendo da marca e da quantidade ingerida, os isotônicos podem representar uma parcela importante desse limite, especialmente quando consumidos rotineiramente.

Quando o isotônico realmente é indicado?

Os isotônicos foram desenvolvidos para repor água, eletrólitos, como sódio e potássio, e carboidratos após exercícios prolongados ou de alta intensidade, especialmente quando há grande perda de suor. Corridas de longa distância, treinos extenuantes em dias muito quentes e atividades com duração superior a uma hora são exemplos de situações em que a bebida pode ser útil.

Para quem faz caminhadas, musculação moderada ou exercícios leves, a água costuma ser suficiente para manter a hidratação.

Quais são os riscos do consumo excessivo?

Embora tenham sido incorporados ao estilo de vida fitness, isotônicos não devem ser encarados como bebidas de uso livre no dia a dia.

“Pode aumentar retenção hídrica, pressão arterial e ingestão calórica. Em pessoas predispostas, o consumo excessivo também pode contribuir para pior controle glicêmico e aumento do risco cardiovascular”, alerta Rafael Reis.

Pessoas com hipertensão, diabetes, doença renal, retenção de líquidos ou histórico de problemas cardiovasculares devem ter atenção redobrada.

Isotônico pode substituir a água?

A resposta é categórica: não.

“A água continua sendo a principal e mais importante forma de hidratação cotidiana. O isotônico deve ser usado de maneira estratégica e não como substituto habitual da água”, reforça o médico.


A orientação ganha ainda mais relevância em um cenário de aumento do consumo de produtos ultraprocessados no Brasil. Com a nova rotulagem nutricional, alimentos e bebidas com excesso de açúcar e sódio passaram a exibir alertas mais visíveis ao consumidor.


Como saber se você está exagerando?


Nem sempre o excesso é percebido de imediato, mas alguns sinais podem indicar que o consumo está acima do ideal.


“Retenção de líquido, aumento de sede, inchaço, piora da pressão arterial, ganho de peso e aumento do consumo calórico diário podem ser sinais indiretos de excesso”, afirma Rafael Reis.


A regra é simples


Apesar da imagem de bebida saudável, o isotônico não deve fazer parte da rotina sem uma necessidade real. Para a maioria das pessoas, água, alimentação equilibrada e hidratação adequada ao longo do dia são suficientes.


Se você não está perdendo grandes quantidades de suor em treinos intensos e prolongados, a melhor escolha continua sendo a mais básica e eficiente: água.

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