“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Isotônico todo dia? O hábito que parece saudável, mas pode aumentar pressão, inchaço e até o risco cardiovascular

(F: Freepik)
Eles estão na mochila da academia, na lancheira e até na geladeira de quem quer levar uma vida mais saudável. Mas o isotônico, frequentemente associado à hidratação e ao universo fitness, pode fazer mais mal do que bem quando consumido sem necessidade. Desenvolvidas para atletas e situações de desgaste físico intenso, essas bebidas concentram sódio e carboidratos em quantidades que, no dia a dia, podem favorecer retenção de líquidos, ganho de peso, aumento da pressão arterial e piora do risco cardiovascular.

O alerta chama atenção porque o isotônico deixou de ser um produto restrito ao esporte e passou a ser visto como uma escolha “saudável” para qualquer pessoa. Impulsionado pelo marketing e pelas redes sociais, o consumo se popularizou entre sedentários, adolescentes e até crianças, muitas vezes como substituto da água.

Segundo o médico Rafael Reis, esse hábito pode trazer consequências silenciosas ao organismo. “O consumo frequente sem necessidade pode aumentar ingestão de sódio e açúcar de forma desnecessária. Dependendo da quantidade e da frequência, isso pode contribuir para retenção de líquido, aumento calórico e piora metabólica ao longo do tempo”, explica.

A preocupação é respaldada por recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta um consumo máximo de 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal. Dependendo da marca e da quantidade ingerida, os isotônicos podem representar uma parcela importante desse limite, especialmente quando consumidos rotineiramente.

Quando o isotônico realmente é indicado?

Os isotônicos foram desenvolvidos para repor água, eletrólitos, como sódio e potássio, e carboidratos após exercícios prolongados ou de alta intensidade, especialmente quando há grande perda de suor. Corridas de longa distância, treinos extenuantes em dias muito quentes e atividades com duração superior a uma hora são exemplos de situações em que a bebida pode ser útil.

Para quem faz caminhadas, musculação moderada ou exercícios leves, a água costuma ser suficiente para manter a hidratação.

Quais são os riscos do consumo excessivo?

Embora tenham sido incorporados ao estilo de vida fitness, isotônicos não devem ser encarados como bebidas de uso livre no dia a dia.

“Pode aumentar retenção hídrica, pressão arterial e ingestão calórica. Em pessoas predispostas, o consumo excessivo também pode contribuir para pior controle glicêmico e aumento do risco cardiovascular”, alerta Rafael Reis.

Pessoas com hipertensão, diabetes, doença renal, retenção de líquidos ou histórico de problemas cardiovasculares devem ter atenção redobrada.

Isotônico pode substituir a água?

A resposta é categórica: não.

“A água continua sendo a principal e mais importante forma de hidratação cotidiana. O isotônico deve ser usado de maneira estratégica e não como substituto habitual da água”, reforça o médico.


A orientação ganha ainda mais relevância em um cenário de aumento do consumo de produtos ultraprocessados no Brasil. Com a nova rotulagem nutricional, alimentos e bebidas com excesso de açúcar e sódio passaram a exibir alertas mais visíveis ao consumidor.


Como saber se você está exagerando?


Nem sempre o excesso é percebido de imediato, mas alguns sinais podem indicar que o consumo está acima do ideal.


“Retenção de líquido, aumento de sede, inchaço, piora da pressão arterial, ganho de peso e aumento do consumo calórico diário podem ser sinais indiretos de excesso”, afirma Rafael Reis.


A regra é simples


Apesar da imagem de bebida saudável, o isotônico não deve fazer parte da rotina sem uma necessidade real. Para a maioria das pessoas, água, alimentação equilibrada e hidratação adequada ao longo do dia são suficientes.


Se você não está perdendo grandes quantidades de suor em treinos intensos e prolongados, a melhor escolha continua sendo a mais básica e eficiente: água.

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