Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

Obesidade infantil avança e causa preocupação em pais e profissionais

Foto: freepik
número de crianças e adolescentes com obesidade vem crescendo em ritmo preocupante nas últimas décadas e já é considerado um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Dados recentes do UNICEF indicam que, pela primeira vez na história, a obesidade superou a desnutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar no mundo.

Atualmente, cerca de 188 milhões de jovens entre 5 e 19 anos vivem com obesidade globalmente — o equivalente a aproximadamente um em cada dez nessa faixa etária. Em 2000, esse índice era de cerca de 3%. Em 2025, a taxa global se aproxima de 9,4%, evidenciando um crescimento consistente e acelerado.

No Brasil, o cenário também preocupa. Dados do Ministério da Saúde mostram que aproximadamente um terço das crianças e adolescentes brasileiros apresentam excesso de peso, considerando sobrepeso e obesidade. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, os índices já ultrapassam 30% em algumas regiões do país.

A médica pediatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Renata de Carvalho Kuntz aponta mudanças no estilo de vida como um dos principais fatores por

“O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, aliado à redução da prática de atividades físicas e ao aumento do tempo de tela, compõem o cenário que favorece o ganho de peso precoce", comenta a Dra. Renata.

Para a médica e docente do curso de Medicina, a obesidade infantil vai muito além de uma questão estética.

“A obesidade na infância aumenta significativamente o risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas cardiovasculares e alterações emocionais, como ansiedade e baixa autoestima. Quanto mais cedo o excesso de peso se instala, maiores as chances de ele persistir na vida adulta”, explica a médica pediatra e docente da Afya de Pato Branco.  

Segundo ela, a prevenção deve começar dentro de casa, com mudanças consistentes na rotina familiar.

Como os pais podem prevenir

A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças e adolescentes pratiquem pelo menos 60 minutos de atividade física por dia. Além disso, a Dra. Renata reforça algumas orientações práticas.

“Priorizar alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes e proteínas magras. Além disso, estabelecer horários regulares para as refeições e evitar o uso de telas durantes as refeições também são algumas dicas. Outro ponto importante é o incentivo a brincadeiras e esportes", destaca a Dra. Renata e docente da Afya de Pato Branco. 

Outro ponto importante apontado pela médica, é o exemplo familiar. “A criança aprende pelo exemplo. Se a família mantém hábitos saudáveis, as chances de ela desenvolver uma relação equilibrada com a alimentação são muito maiores", pontua a Dra. Renata. 

Sinais de alerta

Alguns sintomas devem acender o sinal vermelho para os pais e responsáveis. A Dra. Renata acrescenta que ganho de peso acelerado em curto período e cansaço excessivo ao realizar atividades simples são pontos de atenção.

“Além disso, falta de ar ou dores nas articulações, alterações de humor, isolamento social e alterações de glicemia e pressão arterial são outros sintomas que servem de alerta para os pais e a recomendação é sempre procurar um médico pediatra ou endocrinologista para uma avaliação e orientação adequadas", comenta a médica e docente da Afya de Pato Branco, Dra. Renata Kuntz.

O avanço da obesidade infantil reflete transformações profundas no modo de viver e se alimentar da sociedade contemporânea. O enfrentamento do problema depende de uma ação conjunta entre famílias, escolas, profissionais de saúde e políticas públicas. A prevenção ainda é o melhor caminho para garantir um futuro mais saudável às próximas gerações.

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