“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Por que um conflito entre Estados Unidos e Venezuela pode pesar no bolso do brasileiro

(F: Freepik)
Um ataque dos Estados Unidos à Venezuela pode parecer um assunto distante da rotina do brasileiro, restrito a disputas políticas e militares entre outros países, só que na prática, esse tipo de tensão internacional encontra caminhos diretos até o dia a dia da população, especialmente por meio dos preços, do dólar e do custo de vida.

Isso porque o mundo funciona hoje como uma grande rede conectada e quando um ponto dessa rede entra em conflito, o efeito se espalha rapidamente. No caso da Venezuela, o alerta surge porque o país faz parte de uma região estratégica para o mercado de petróleo e qualquer instabilidade envolvendo grandes produtores ou grandes potências, aumenta o risco de desabastecimento, mesmo que no âmbito da especulação, ou seja, antes de acontecer de fato. Basta o receio para o preço do petróleo subir no mercado internacional.

“Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o transporte de alimentos, remédios e mercadorias encarece também. É como um efeito dominó, esse aumento é repassado aos poucos e aparece na prateleira do supermercado, no frete, no preço da passagem e em tudo quanto é serviço do cotidiano”, explica Adriana Ricci, especialista em mercado financeiro com mais de 25 anos de atuação e experiência no setor.

A tensão geopolítica também mexe com o dólar. Em momentos de conflito, investidores globais procuram países considerados mais seguros para aplicar seu dinheiro, como os Estados Unidos, e esse movimento faz o dólar se valorizar frente ao real. Com a moeda americana mais alta, tudo o que o Brasil importa, desde combustíveis até peças industriais e tecnologia, passa a custar mais.

“Quando o mundo entra em estado de alerta, o dinheiro busca proteção. Isso fortalece o dólar e pressiona países emergentes como o Brasil, mesmo que eles não participem diretamente do conflito”, revela Adriana.

Desta forma, esse cenário afeta o consumo das famílias. Com preços mais altos e maior incerteza, o brasileiro tende a adiar compras, reduzir gastos e priorizar o essencial. Empresas, por sua vez, ficam mais cautelosas, revisam investimentos e seguram contratações, o que desacelera a economia. 

“Uma forma simples de visualizar esse efeito é imaginar uma estrada. Se há um acidente grave em um ponto importante do trajeto, o trânsito trava quilômetros adiante, mesmo para quem não está perto do local do problema. Na economia global, conflitos funcionam da mesma maneira. O impacto se espalha e alcança países que, à primeira vista, não teriam relação direta com o episódio, primeiro vem a oscilação do petróleo, depois o dólar, em seguida os preços internos e quando o consumidor percebe, o orçamento já está mais apertado”, finaliza a especialista que também é fundadora da SHS Investimentos.

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