Por que um conflito entre Estados Unidos e Venezuela pode pesar no bolso do brasileiro

(F: Freepik) Um ataque dos Estados Unidos à Venezuela pode parecer um assunto distante da rotina do brasileiro, restrito a disputas políticas e militares entre outros países, só que na prática, esse tipo de tensão internacional encontra caminhos diretos até o dia a dia da população, especialmente por meio dos preços, do dólar e do custo de vida. Isso porque o mundo funciona hoje como uma grande rede conectada e quando um ponto dessa rede entra em conflito, o efeito se espalha rapidamente. No caso da Venezuela, o alerta surge porque o país faz parte de uma região estratégica para o mercado de petróleo e qualquer instabilidade envolvendo grandes produtores ou grandes potências, aumenta o risco de desabastecimento, mesmo que no âmbito da especulação, ou seja, antes de acontecer de fato. Basta o receio para o preço do petróleo subir no mercado internacional. “Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o tr...

Forças israelenses obstruem atendimento médico e atiram contra instalações de saúde

Jenin, na Cisjordânia (F: David Silverman/Getty Images)
A crueldade israelense contra civis indefesos na Palestina não se resume a Gaza. De acordo com a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), desde o dia 7 de outubro tem havido um aumento dramático na violência das forças israelenses na localidade palestina de Jenin, na Cisjordânia. Desde então, as equipes do MSF trataram mais de 30 pacientes com ferimentos causados por armas de fogo e explosões.

Ontem, 9 de novembro, houve um aumento da violência, com bombardeios e tiroteios generalizados. Foram lançados por Israel panfletos no campo de refugiados de Jenin, dizendo aos residentes para deixarem o local.  Muitas das pessoas que vivem no campo não têm um lugar seguro para ir.

Também nesta quinta-feira, por volta de 10h30, as equipes da instituição trataram um paramédico que foi baleado dentro de uma ambulância. Veículos militares israelenses impediram a entrada de ambulâncias nos hospitais, forçando-as a encaminhar os pacientes para hospitais distantes.

Na noite do dia anterior, 8 de novembro, um soldado israelense disparou contra a unidade de emergência do hospital, atingindo a parede. Tudo isso ocorreu diante da equipe de MSF, que estava do lado de fora da unidade. A equipe testemunhou as forças israelenses disparando contra a entrada do hospital, com balas atingindo a parede acima da porta.

Seria óbvio lembrar que os hospitais não são alvos e devem continuar sendo espaços seguros. O atendimento médico não deve ser impedido. "Pedimos aos militares israelenses que parem de disparar contra hospitais e que seus veículos militares parem de bloquear o acesso de ambulâncias e equipes médicas às instalações de saúde", diz a entidade.

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