O 1% mais rico esgotou sua cota justa de emissões de carbono para 2026 em apenas 10 dias, diz a Oxfam

(F: Divulgação) O 1% mais rico já exauriu seu orçamento anual de carbono - a quantidade de CO₂ que pode ser emitida mantendo-se dentro do limite de 1,5°C de aquecimento - em apenas dez dias do ano, de acordo com uma nova análise da Oxfam internacional. Se considerado apenas o 0,1% mais rico, essa parcela já havia usado seu limite de carbono no dia 3 de janeiro. O dia 10 de janeiro, denominado pela Oxfam como “Dia dos Ricos Poluidores”, destaca como os super-ricos são desproporcionalmente responsáveis por impulsionar a crise climática. Estima-se que as emissões do 1% mais rico geradas em apenas um ano causarão 1,3 milhão de mortes relacionadas ao calor até o final do século. Décadas de consumo excessivo de emissões pelos super-ricos do mundo também estão causando danos econômicos significativos a países de baixa e média-baixa renda, que podem somar US$ 44 trilhões até 2050. Para permanecer dentro do limite de 1,5°C, o 1% mais rico teria de reduzir suas emissões em 97% até 2030. Enquanto...

Brumadinho, 4 anos e 8 meses: Ato dos familiares das vítimas cobra justiça e alerta para prevenção de suicídio

Ato de 4 anos e 8 meses do rompimento (F: Yasmin Marques)
Os familiares das vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, realizaram hoje um ato para marcar os 4 anos e 8 meses da tragédia-crime. Em 25 de janeiro de 2019, exatamente às 12h28, ocorreu a ruptura da barragem da mineradora Vale, despejando uma onda de lama de minério que matou 272 pessoas em poucos minutos. 

No ato, os familiares clamaram por justiça, para que os culpados sejam responsabilizados; encontro de Tiago Silva, Maria de Lurdes Bueno e Nathália Araújo, as 3 vítimas ainda não encontradas; memória, para que a tragédia não seja esquecida; reconhecimento dos direitos dos familiares em todas as esfera; e não repetição do crime. 

A celebração aproveitou a campanha Setembro Amarelo para reforçar a importância das ações de conscientização e prevenção ao suicídio, lembrando o quanto a tragédia em Brumadinho prejudicou a saúde mental dos familiares das vítimas e demais atingidos pelo rompimento da barragem. 


“Após o dia 25 de janeiro de 2019, infelizmente, a doença mental tem atingido severamente, e cada dia mais, os familiares e as comunidades atingidas. Então, neste Setembro Amarelo, nós trouxemos a cor que simboliza a ação para as rosas e balões. E que onde nossos 272 amores estejam, que eles fortaleçam essa campanha”, disse a presidente da Avabrum (Associação de Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão Brumadinho), Andresa Rodrigues, que perdeu o único filho, Bruno Rodrigues, na tragédia-crime da Vale. 


Exposição de Mineração e Seminário dos Bombeiros


Os representantes da AVABRUM aproveitaram o ato para informar os demais familiares de vítimas sobre as ações da associação na Exposibram-2023 (Expo & Congresso Brasileiro de Mineração), que ocorreu entre os dias 28 a 31 de agosto em Belém (PA), e sobre uma futura agenda da entidade, que estará entre 4 e 6 de outubro na 21ª edição do Seminário Nacional de Bombeiros em Gramado (RS).


Em Belém, representaram a diretoria da AVABRUM na Exposibram os familiares de vítimas Jacira Costa, mãe de Thiago Costa, que era mecânico da Vale; Maria Regina da Silva, mãe de Priscila Elen Silva, que era técnica em manutenção da Vale; e Felipe Coelho, filho de Olavo Henrique Coelho, também funcionário da mineradora.


“Nós não podemos deixar esse crime em vão. Nós não podemos parar. E é isso que a AVABRUM faz. Ir atrás, lutar, estar presente onde tem esse tipo de mineração. Lá no Pará, o nosso estande foi o mais visitado. Todas as pessoas queriam ouvir nossa história. As pessoas queriam ouvir nossos relatos, e saber o porquê estávamos lá. Na Exposibram, nós tivemos a oportunidade de mostrar o tamanho dos danos causados pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho”, afirmou Maria Regina.


Emoção, fé e esperança


Durante a solenidade, um dos momentos de maior emoção aconteceu quando os familiares realizavam a chamada dos nomes das 272 vítimas fatais. Quando o relógio completou 12h28, momento que marca o colapso da barragem, foi feito 1 minuto de silêncio. Logo após, de mãos dadas, os participantes fizeram a soltura de 272 balões, sendo 269 amarelos e 3 vermelhos, simbolizando as vítimas ainda não encontradas. Na solenidade, também houve um momento de fé, esperança e a apresentação do Coral do Centro Cultural Casa do Camilo. 


O próximo ato será realizado no dia 25 de outubro de 2023. Para saber mais, acompanhe o site e as redes sociais da associação.

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