“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

O 1% mais rico esgotou sua cota justa de emissões de carbono para 2026 em apenas 10 dias, diz a Oxfam

(F: Divulgação)
O 1% mais rico já exauriu seu orçamento anual de carbono - a quantidade de CO₂ que pode ser emitida mantendo-se dentro do limite de 1,5°C de aquecimento - em apenas dez dias do ano, de acordo com uma nova análise da Oxfam internacional. Se considerado apenas o 0,1% mais rico, essa parcela já havia usado seu limite de carbono no dia 3 de janeiro.

O dia 10 de janeiro, denominado pela Oxfam como “Dia dos Ricos Poluidores”, destaca como os super-ricos são desproporcionalmente responsáveis por impulsionar a crise climática.


Estima-se que as emissões do 1% mais rico geradas em apenas um ano causarão 1,3 milhão de mortes relacionadas ao calor até o final do século. Décadas de consumo excessivo de emissões pelos super-ricos do mundo também estão causando danos econômicos significativos a países de baixa e média-baixa renda, que podem somar US$ 44 trilhões até 2050.


Para permanecer dentro do limite de 1,5°C, o 1% mais rico teria de reduzir suas emissões em 97% até 2030. Enquanto isso, aqueles que menos contribuíram para causar a crise climática, incluindo comunidades em países mais pobres e vulneráveis ao clima, povos indígenas, mulheres e meninas, serão os mais impactados.


“Repetidamente, a pesquisa mostra que os governos têm um caminho muito claro e simples para reduzir drasticamente as emissões de carbono e combater a desigualdade: mirar nos poluidores mais ricos. Ao reprimir a extrema imprudência com o carbono dos super-ricos, os líderes globais têm a oportunidade de recolocar o mundo no caminho das metas climáticas e desbloquear benefícios líquidos para as pessoas e o planeta”, disse Nafkote Dabi, líder de Política Climática da Oxfam.


Além das emissões associadas a seus estilos de vida, os super-ricos também investem nas indústrias mais poluentes. A nova pesquisa da Oxfam constata ainda que cada bilionário carrega, em média, uma carteira de investimentos em empresas que produzirão 1,9 milhão de toneladas de CO₂ por ano, aprisionando ainda mais o mundo no colapso climático.


Os indivíduos e corporações mais ricos também detêm poder e influência desproporcionais. O número de lobistas de empresas de combustíveis fósseis presentes na recente cúpula da COP no Brasil, por exemplo, foi maior do que o de qualquer delegação, exceto a do país anfitrião, com 1.600 participantes.


“A imensa riqueza e o poder dos indivíduos e corporações também lhes permitiram exercer uma influência injusta sobre a formulação de políticas e diluir as negociações climáticas”, acrescentou Nafkote Dabi.


A Oxfam pede que os governos reduzam as emissões dos super-ricos e façam com que os poluidores ricos paguem por meio de:

  • Aumento de impostos sobre a renda e a riqueza dos super-ricos, com apoio e engajamento proativos nas negociações pela Convenção da ONU sobre Cooperação Tributária Internacional, para garantir uma arquitetura global mais justa.
  • Impostos sobre lucros excessivos de corporações de combustíveis fósseis. Um Imposto sobre Lucros dos Poluidores Ricos aplicado a 585 empresas de petróleo, gás e carvão poderia arrecadar até US$ 400 bilhões em seu primeiro ano, valor equivalente ao custo dos danos climáticos no Sul Global.
  • Proibição ou tributação punitiva de itens de luxo de alta intensidade de carbono, como superiates e jatos particulares. A pegada de carbono de um europeu super-rico, acumulada em quase apenas uma semana usando superiates e jatos particulares, equivale à pegada de carbono ao longo da vida de uma pessoa entre os 1% mais pobres do mundo.
  • Construção de um sistema econômico igualitário que coloque as pessoas e o planeta em primeiro lugar, rejeitando a economia neoliberal dominante e avançando para uma economia baseada na sustentabilidade e na igualdade.

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