AGU derruba postagem de intolerância religiosa no X

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu remover conteúdo com discurso de ódio e intolerância religiosa contra judeus e muçulmanos na rede social X, ex-Twitter. Ao compartilhar na plataforma uma notícia sobre injúria racial contra uma pessoa muçulmana em Barueri (SP), o usuário denunciado escreveu: “temos de cortar o mal pela raiz seja judeu ou muçulmano” (sic). A AGU notificou extrajudicialmente a plataforma, que efetivou a remoção dentro do prazo de 72 horas. A AGU tomou conhecimento do conteúdo por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Siade recebe denúncias por comportamento ou discurso de ódio, o que inclui preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação ou ideologias odiosas, mesmo no período entre eleições. A notificação extrajudicial foi encaminhada ao X pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD). No documento, a PNDD informou que o coment...

Orgulho LGBTQIAPN+: como promover medidas de inclusão e diversidade na sua empresa

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A inclusão e a promoção da diversidade têm se tornado prioridade no ambiente empresarial, especialmente no que diz respeito às vagas afirmativas para pessoas LGBTQIA+. Um estudo inédito no Brasil, realizado pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), identificou que quase 9% da população do país, cerca de 18 milhões de pessoas, fazem parte da comunidade, embora o próprio IBGE declare que os números podem estar abaixo da realidade. Em um país em que se registraram mais de 270 pessoas LGBT mortas violentamente só em 2022 (Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil), muita gente ainda não se sente segura para declarar sua orientação sexual. 

Para incluir essas pessoas e promover contratações com maior diversidade, uma das práticas-chave é a sensibilização da equipe de recrutamento e da liderança, responsáveis pela seleção e pela decisão final. Leandro Fernandes, gerente de People & Culture do ManpowerGroup Brasil, afirma que é essencial conscientizar ambos os grupos sobre seus vieses inconscientes para garantir uma inclusão efetiva.  

“Técnicas conhecidas, como o ‘CV cego’, podem ser adotadas, evitando que os recrutadores e líderes tenham acesso a informações discriminatórias, como gênero, etnia e instituição de formação. Dessa forma, os candidatos são avaliados exclusivamente por sua qualificação, experiência e domínio dos temas abordados em entrevistas”, explica o especialista. 

Outro ponto decisivo é a promoção constante de uma cultura de diversidade, que é um dos fatores que facilitam a atração de candidatos LGBTQIA+. Para isso, é crucial impulsionar campanhas com esse tema em todos os níveis da organização, promovendo uma cultura inclusiva e acolhedora. 

Leandro ainda ressalta que é primordial intensificar as ações de igualdade de oportunidades por meio de programas bem estruturados de diversidade. O gerente defende que as pessoas LGBTQIA+ e outras minorias devem ser tratadas com equidade, nivelando o acesso a oportunidades e considerando as limitações históricas que enfrentam na sociedade. 

“Ao comunicar e promover internamente as vagas afirmativas para pessoas LGBTQIA+, é essencial que a empresa tenha uma compreensão abrangente da diversidade e esteja aberta a receber candidatos da comunidade. Os gestores devem estar preparados para lidar com essas questões de forma natural. Comentários ou atitudes preconceituosas devem ser tratados assertivamente, para evitar sua repetição”, defende. 

Avaliando a eficácia do método 

Para avaliar o impacto das iniciativas de vagas afirmativas para pessoas LGBTQIA+, é importante que a empresa adote indicadores-chave de desempenho. Leandro sugere iniciar com uma pesquisa interna e sigilosa para identificar a porcentagem da população corporativa que se identifica como LGBTQIA+, bem como verificar a distribuição dessas pessoas nos diferentes níveis da organização.  

Em seguida, é possível analisar indicadores, como o aumento da participação dessas pessoas nos processos seletivos, o aumento na contratação em comparação com períodos anteriores, o tempo de permanência na empresa e a taxa de promoção. 

“É importante destacar que, do ponto de vista jurídico, não há nada que impeça as organizações de criar oportunidades de emprego para esse público em específico. Pelo contrário, ao abraçar a pluralidade, as empresas ganham em engajamento, produtividade, criatividade e inovação”, finaliza Leandro. 

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