AGU derruba postagem de intolerância religiosa no X

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu remover conteúdo com discurso de ódio e intolerância religiosa contra judeus e muçulmanos na rede social X, ex-Twitter. Ao compartilhar na plataforma uma notícia sobre injúria racial contra uma pessoa muçulmana em Barueri (SP), o usuário denunciado escreveu: “temos de cortar o mal pela raiz seja judeu ou muçulmano” (sic). A AGU notificou extrajudicialmente a plataforma, que efetivou a remoção dentro do prazo de 72 horas. A AGU tomou conhecimento do conteúdo por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Siade recebe denúncias por comportamento ou discurso de ódio, o que inclui preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação ou ideologias odiosas, mesmo no período entre eleições. A notificação extrajudicial foi encaminhada ao X pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD). No documento, a PNDD informou que o coment...

Literatura de cordel é instrumento para falar de diversidade LGBTQIAP+ na adolescência

Os anos de vivência em sala de aula renderam à pedagoga Zenilda Vilarins Cardozo uma percepção aguçada sobre situações de preconceito de gênero e sexualidade entre crianças e jovens. O que não imaginava era que o próprio sobrinho poderia viver algo semelhante; Guilherme sofreu intensos ataques homofóbicos na escola, mas com o apoio da mãe e da tia, ele conseguiu passar por uma das fases mais difíceis de sua vida.

A experiência de Guilherme e outros jovens que sofrem por não serem aceitos socialmente inspiraram a criação de Meu menino colorido, terceiro livro publicado pela autora. Agora Zenilda espera que a materialização da história do sobrinho, hoje adulto, possa ajudar outros jovens que passam pela mesma situação.

No enredo, voltado principalmente ao público pré-adolescente, Zenilda destaca os conflitos internos de um garoto ao se descobrir diferente de outros moradores do Planeta das Caixinhas. Feito de diversas cores, o protagonista sente não pertencer àquele lugar – que separa pessoas em caixas de cores únicas. O preconceito leva-o a pensar em desistir de tudo, mas antes disso é salvo pelo amor da mãe.

Achou que não tinha direitos 
Pensou até que tinha defeitos 
Sentiu-se no fim da linha... 
Chorou deitado em seu leito 
Num sonho de ser aceito 
Do jeito que lhe convinha. 
(Meu menino colorido, p. 13) 

Inspirada na literatura de cordel, Zenilda escreveu o enredo em rimas que conferem ritmo à leitura; as páginas com cores vivas remetem à bandeira LGBTQIAP+ e trazem fotos do Menino Colorido em diversas situações: parado em frente ao espelho, no meio de um campo de girassóis e até dentro de um abraço aconchegante. Um boneco de pano foi confeccionado à mão especialmente para compor as fotos da obra.

Para a autora, a estrutura escolar deve acolher os adolescentes com mais debates sobre diversidade e a intensificação do combate ao preconceito. Por isso, ela faz da literatura um meio de promover reflexões sobre o olhar destinado a estes jovens, assim como ressalta a importância do apoio dentro dos lares e nas escolas.

FICHA TÉCNICA
Título: Meu menino colorido
Autora: Zenilda Vilarins Cardozo
Editora: LC Editorial
ISBN/ASIN: 978-65-5872-397-4
Formato: 23 x 23 cm
Páginas: 24
Preço: R$ 40,00
Onde encontrar: Diretamente com a autora aqui.

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