O 1% mais rico esgotou sua cota justa de emissões de carbono para 2026 em apenas 10 dias, diz a Oxfam

(F: Divulgação) O 1% mais rico já exauriu seu orçamento anual de carbono - a quantidade de CO₂ que pode ser emitida mantendo-se dentro do limite de 1,5°C de aquecimento - em apenas dez dias do ano, de acordo com uma nova análise da Oxfam internacional. Se considerado apenas o 0,1% mais rico, essa parcela já havia usado seu limite de carbono no dia 3 de janeiro. O dia 10 de janeiro, denominado pela Oxfam como “Dia dos Ricos Poluidores”, destaca como os super-ricos são desproporcionalmente responsáveis por impulsionar a crise climática. Estima-se que as emissões do 1% mais rico geradas em apenas um ano causarão 1,3 milhão de mortes relacionadas ao calor até o final do século. Décadas de consumo excessivo de emissões pelos super-ricos do mundo também estão causando danos econômicos significativos a países de baixa e média-baixa renda, que podem somar US$ 44 trilhões até 2050. Para permanecer dentro do limite de 1,5°C, o 1% mais rico teria de reduzir suas emissões em 97% até 2030. Enquanto...

Abaixo-assinado engaja 20 mil assinaturas para que Fifa crie punição contra manifestações racistas e LGBTfóbicas

Em apenas três dias, um
 abaixo-assinado engajou mais de 20,4 mil apoiadores pedindo que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) crie um modelo de punição institucionalizada contra clubes e torcidas que pratiquem manifestações racistas e LGBTfóbicas. 

A petição online foi aberta por um usuário da plataforma Change.org e segue em acentuado crescimento. “Não há mais espaço para preconceito, não somente no esporte, mas em nenhum lugar. Chegou a hora de isso mudar”, protesta o criador do abaixo-assinado.  
 
Confira o texto na íntegra: http://change.org/FutebolAntiRacista 

A proposta apresentada na petição inclui a perda de pontos nos campeonatos para os times de futebol que tenham torcidas cometendo os atos, bem como identificação dos torcedores agressores, com banimento dos estádios e prisão, segundo a legislação de seus países. O manifesto reivindica, ainda, que a norma seja acatada pelas confederações e ligas.

“O maior jogador de futebol, o maior jogador de basquete, o maior boxeador, a maior ginasta, o maior corredor da história, todos eram negros”, destaca o autor da petição. “Vamos juntos lutar pelo esporte como ele tem que ser: sem preconceitos, promovendo união e entretenimento saudável”, acrescenta o peticionário, chamando todos a se unirem à causa. 

O abaixo-assinado ainda lembra dos coros homofóbicos da torcida do Corinthians contra o São Paulo, em partida pelo Campeonato Brasileiro no dia 14. O criador da petição comenta que as agressões racistas contra Vini Jr são recorrentes e pede que brasileiros, estrangeiros, artistas, atletas e ex-atletas assinem para demonstrar que ele não está sozinho. 

O caso
Em disputa contra o Valência, neste domingo (21), o jogador brasileiro Vini Jr, atacante do clube espanhol Real Madrid, foi, novamente, alvo de ataques racistas da torcida rival. 

A partida acontecia no estádio Mestalla quando gritos de “mono” - macaco em espanhol - foram desferidos contra o jogador. Desde então, o caso ganhou repercussão no mundo inteiro e um forte movimento se formou para pressionar que o clube e os torcedores sejam punidos.  

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