Promessas de bem-estar animal em publicidade entram no radar do debate sobre direito do consumidor

(Foto: Divulgação) Organizações da sociedade civil alertam para o uso crescente de alegações de bem-estar animal em campanhas publicitárias sem transparência verificável sobre as práticas adotadas pelas empresas. Nos últimos anos, o bem-estar animal passou a ocupar espaço relevante na comunicação institucional de empresas do setor alimentício. Entre as estratégias de marketing mais comuns estão o uso de imagens de animais em ambientes aparentemente felizes nas embalagens, expressões como “galinhas felizes”, “compromisso com o bem-estar animal”, além da divulgação, em sites institucionais, de compromissos corporativos de transição para sistemas de produção considerados menos impactantes para os animais. Essas mensagens dialogam com a crescente preocupação dos consumidores com questões éticas na produção de alimentos. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), toda informação publicitária deve ser clara, verdadeira e passível de comprovação. Quando mensagens institucionais apr...

Protagonismo assexual: um amor romântico fora do convencional

(Imagem: Virginia Pagliarin)
Você já se perguntou qual é o significado da letra “A” na sigla “LGBTQIAP+”? A inicial se refere à assexualidade, uma orientação que engloba pessoas que não sentem atração sexual ou que podem ter atração, mas em situações específicas. Ainda há poucas referências em filmes, séries e livros, mas essa realidade está mudando com o movimento de artistas e autores dispostos a levar o protagonismo assexual às suas histórias. Virginia P. Pagliarin, autora da obra literária Um mundo de cores, é um desses nomes. 

A narrativa apresenta Camila, uma jovem brasileira que termina um namoro de longa duração por não se sentir confortável em manter relações sexuais. Desde o início, a personagem ressalta: não há nenhum problema com seu ex-namorado. Pelo contrário: ele é o homem ideal para muitas mulheres. Mas ela precisa priorizar suas vontades para entender a si mesma. 

É assim que a protagonista inicia uma jornada de autoconhecimento. Camila enfrentará a incompreensão de amigos de longa data, mas também fará novas amizades com pessoas que a aceitam como ela é. Sua virada vem com o acesso a um aplicativo de encontros, com o intuito de fazer pontes entre pessoas assexuais, onde Camila inicia um novo e “diferente” relacionamento. 

Nunca imaginei que o gênero pudesse mudar tanto de pessoa para pessoa
e admito que me perguntei por que, em pleno século XXI, isso ainda é tratado como tabu.
Será possível que as pessoas não entendem que quanto mais informações tivermos mais poderemos nos entender e encontrar o que chamamos de felicidade?
Viver fora de um mundo em que as regras de “normalidade” nos limitam de tal forma que nos sentimos sufocados.
 (Um mundo de cores, pg. 7) 

Mas os conflitos de Camila não se restringem à sexualidade: ela também sonha em se tornar uma escritora. Formada em Letras, trabalha em uma livraria e tem um emprego estável. Entretanto, isso não é o suficiente: ela quer contar histórias e decide escrever sobre o romance entre seu melhor amigo, Lucas, e o noivo dele, Pedro. Os dois, que estão em um relacionamento homossexual há anos, enfrentaram muitos preconceitos até se autoafirmarem como homens gays. 

No enredo de Um mundo de cores, os leitores que também sentem não se encaixar nos padrões aceitos socialmente encontrarão identificação na história de Camila. É justamente esta a intenção da autora Virginia P. Pagliarin: mostrar empatia por meio de referências positivas e deixar claro que cada pessoa é muito maior do que a própria sexualidade. 

FICHA TÉCNICA 
Título: Um mundo de cores 
Autor: Virginia P. Pagliarin 
Editora: Viseu 
ISBN/ASIN: B0B69977NM 
Formato: 21x14x2 cm 
Páginas: 174 
Preço: R$ 57,09 (físico) e R$ 8,91 (e-book) 
Onde comprar: Amazon | Shopee | Viseu 


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