“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Descoberta de estudante superdotado de 10 anos em sala de aula será apresentada na Bienal de Matemática

(F: Arquivo Pessoal)
Uma observação aparentemente simples durante uma aula de matemática levou o estudante Marcel Augusto Calassa Alcântara, de 10 anos, a desenvolver uma pesquisa que será apresentada na XII Bienal de Matemática da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A investigação começou quando ele identificou um comportamento incomum entre os números 13 e 16 e decidiu descobrir se o mesmo padrão ocorria com outros números. O estudo resultou em uma pesquisa sobre ciclos formados pela soma dos algarismos de potências numéricas, posteriormente aprovada para apresentação em um dos mais importantes eventos de matemática do Brasil. 

A descoberta começou quando Marcel, que é membro da Associação Mensa Brasil, principal entidade no País que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, maior organização de alto QI do mundo, percebeu um comportamento curioso envolvendo os números 13 e 16. Ao elevar 13 ao quadrado, obteve 169, cuja soma dos algarismos é 16. Em seguida, observou que 16 ao quadrado resulta em 256, e a soma dos algarismos de 256 é novamente 13. Assim, os dois números formavam um ciclo matemático: 13 → 16 → 13.
 
Intrigado com esse padrão, o garoto superdotado decidiu investigar se o mesmo fenômeno poderia ocorrer com outros números. O que inicialmente era apenas uma curiosidade transformou-se em uma pesquisa que envolveu cálculos, testes, formulação de hipóteses, análise de padrões e aprofundamento teórico.
 
O trabalho foi posteriormente estruturado em formato de artigo e aprovado para apresentação na XII Bienal de Matemática, evento que reúne pesquisadores, professores, estudantes e divulgadores científicos de diversas regiões do Brasil.
 
A pesquisa demonstrou que esse tipo de sequência matemática sempre acaba entrando em ciclos e que todos eles podem ser identificados dentro de um conjunto finito de números. A descoberta permitiu classificar diferentes ciclos e comportamentos da função estudada, contribuindo para a compreensão de padrões relacionados à soma dos algarismos de potências numéricas.
 
Como funciona a descoberta
 
A pesquisa analisa uma operação simples: elevar um número a uma potência e, em seguida, somar os algarismos do resultado. Por exemplo, 13² = 169 e 1 + 6 + 9 = 16. Repetindo o processo, 16² = 256 e 2 + 5 + 6 = 13. Marcel descobriu que alguns números entram em ciclos como esse e investigou quais ciclos existem e por que eles acontecem.
 
Para Marcel, a aprovação representa a oportunidade de compartilhar sua descoberta e conhecer pessoas que também gostam de aprender. “Fiquei muito feliz e animado. Eu gosto de matemática e de pesquisar coisas novas, então saber que outras pessoas acharam meu trabalho interessante foi muito legal. Também fiquei curioso para conhecer outros estudantes e aprender com eles”, afirma.
 
A pesquisa nasceu de uma característica que a família observa desde a infância: a vontade de compreender como as coisas funcionam. “O que mais me impressiona em Marcel é a combinação entre curiosidade, autonomia e persistência. Quando encontra um tema que desperta seu interesse, ele não se contenta com respostas prontas. Faz perguntas, pesquisa, lê livros, conversa com pessoas, cria hipóteses e procura verificar se elas fazem sentido”, afirma a mãe, Glacy Calassa.
 
Segundo ela, a aprovação na Bienal representa o reconhecimento de um processo construído a partir da curiosidade infantil e da liberdade para explorar perguntas. “A aprovação na Bienal mostra que as crianças não são apenas capazes de aprender conhecimento. Elas também podem produzir conhecimento quando encontram espaço para explorar suas próprias perguntas”, acrescenta.

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