“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1
O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou..jpg)
(F: Diego Campos/Secom/PR)
“Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro.
No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem presidencial, formalizando o envio ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, de projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. O objetivo é garantir mais tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso, com reflexos positivos também na produtividade. Ao menos 37 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas com a medida.
Boulos ainda contestou a contraproposta, nomeada como PEC da Hora Trabalhada, que propõe uma jornada flexível definida em contrato individual a ser firmado entre empregado e empregador. Para o ministro, essa nova proposta precariza e retira direitos ao permitir contratações flexíveis sem rendimento mínimo garantido. “Não há espaço para que isso seja aprovado no Brasil. O resultado disso seria o fim dos direitos trabalhistas. A sociedade grita dizendo: nós estamos exaustos, nós precisamos de mais tempo para viver, mais tempo com a família.”
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