Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

Mitos sobre cannabis medicinal persistem no Brasil mesmo com avanço de pacientes e prescrições

(Foto: Divulgação)
O número de brasileiros que utilizam cannabis medicinal cresce ano após ano, mas o tema ainda é cercado por desinformação. Atualmente, quase 900 mil pacientes fazem tratamento com produtos à base de cannabis no país, segundo dados do Anuário da Cannabis Medicinal no Brasil. Apesar do avanço e da ampliação do acesso por meio de prescrição médica e importação regulamentada, muitas pessoas ainda desconhecem como funciona a terapia ou associam automaticamente o tratamento ao uso recreativo da planta. 

A falta de informação faz com que mitos antigos continuem circulando e influenciando a percepção da população sobre o tema. Ideias como a de que o tratamento causa dependência, não possui base científica ou ainda é ilegal no país contribuem para manter o preconceito e acabam afastando pacientes que poderiam buscar orientação médica e ter sucesso no tratamento. Especialistas apontam que o principal desafio hoje não é apenas ampliar o acesso, mas também qualificar o debate e esclarecer dúvidas da população.

 

No dia a dia da Cannabis Company, primeira farmácia exclusiva e a pronta-entrega de cannabis medicinal do Brasil, esse cenário aparece diariamente no contato com o público. Grande parte das dúvidas recebidas pela equipe está ligada justamente a equívocos que envolvem o tema. “Recebemos muitas perguntas de pessoas que acreditam que usar canabidiol é o mesmo que usar droga ou que o tratamento é ilegal. Esses mitos ainda afastam pacientes de buscar informação qualificada e orientação médica”, destaca Michele Farran, sócia fundadora da Cannabis Company.

 

Ela explica que o uso medicinal da cannabis envolve prescrição médica, definição de dose e acompanhamento profissional, dentro das regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamenta a importação e o acesso a produtos à base da planta no Brasil. “Quando falamos em cannabis medicinal, estamos falando de um tratamento estruturado, com indicação clínica e acompanhamento. O problema é que o preconceito ainda impede muitas pessoas de entenderem como ele realmente funciona”, acrescenta Michele.

 

A seguir, alguns dos mitos mais comuns que envolvem a cannabis medicinal no Brasil, de acordo com Michelle Farran:

 

“É a mesma coisa que usar droga”: Essa é a confusão mais comum. O uso medicinal envolve prescrição, dose controlada, acompanhamento médico e objetivo terapêutico definido. O uso recreativo segue outra lógica, outro contexto e outra intenção. Misturar os dois conceitos apenas perpetua desinformação.

 

“Vai causar dependência”: O risco não é automático nem igual para todos. Ele depende da composição do produto, da dose e do perfil do paciente. Formulações ricas em CBD, por exemplo, não têm efeito psicoativo relevante. Tratamentos sérios envolvem avaliação médica e monitoramento.

 

“É ilegal”: A cannabis medicinal possui regulamentação no Brasil. A Anvisa permite prescrição, importação e, até mesmo, plantio mediante autorização. Não se trata de improviso ou clandestinidade, mas de um processo regulado com critérios definidos.

 

“Não tem base científica”: A pesquisa ainda está em expansão, mas já existem evidências consistentes para condições específicas, como epilepsias refratárias, dor crônica e alguns quadros neurológicos. Não é ausência de ciência, e sim um campo científico em desenvolvimento.

 

“Só serve para dor”: O sistema endocanabinoide participa de diversos processos fisiológicos. Por isso, há investigação em múltiplas áreas médicas. Isso não significa que seja uma solução universal, mas também não se limita a uma única indicação.


“É opção só quando tudo falha”: Em muitos casos, a cannabis medicinal pode ser considerada dentro de uma estratégia terapêutica mais ampla, e não apenas como último recurso. A decisão depende do quadro clínico e da avaliação profissional.

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