 |
| (Foto: Divulgação) |
O mercado imobiliário de Goiânia vive um ciclo de expansão consistente e tem atraído investidores de diversas regiões do Brasil e até do exterior. A combinação entre crescimento econômico, expansão urbana e forte presença do agronegócio na economia goiana tem impulsionado a demanda por imóveis na capital, consolidando a cidade como um dos mercados mais dinâmicos do país.
Dados do perfil de compradores do empreendimento 15W22 mostram que o interesse por imóveis na capital goiana está diretamente ligado ao investimento patrimonial. Segundo levantamento do empreendimento, 90,3% das unidades foram adquiridas por investidores, enquanto apenas 9,7% dos compradores indicaram intenção de moradia. O estudo também aponta que 53,3% dos clientes residem fora de Goiânia, demonstrando a capacidade da cidade de atrair capital externo para o mercado imobiliário.
Entre os compradores que vivem na capital, a maior concentração está no Setor Oeste (25%), seguido pelos bairros Setor Bueno (17,9%) e Setor Marista (14,3%), regiões consolidadas e com alto potencial de valorização imobiliária. O levantamento também aponta que 9,1% dos investidores residem fora do Brasil, evidenciando o interesse internacional por ativos imobiliários na capital goiana.
Para Samara Carrijo, gerente comercial da Ávolli Incorporadora, o cenário confirma o posicionamento estratégico da capital goiana no setor.
“Goiânia reúne hoje três fatores raros no mercado imobiliário brasileiro: crescimento econômico consistente, valorização acima da média e liquidez. Por isso, cada vez mais investidores enxergam a cidade como uma estratégia sólida de patrimônio”, afirma.
Goiânia ocupa posição de destaque no ranking nacional
O desempenho do setor na capital goiana confirma essa tendência. Dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), com levantamento da consultoria Brain Inteligência Estratégica, apontam que Goiânia se consolidou como o terceiro maior mercado imobiliário do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Em 2024, foram 11.797 apartamentos vendidos na capital, o maior número já registrado desde o início da série histórica em 2010. O volume de vendas movimentou R$ 7,7 bilhões em transações imobiliárias, crescimento de cerca de 35% em relação ao ano anterior.
No ranking nacional de vendas de imóveis, São Paulo lidera com mais de 103 mil unidades comercializadas, seguido pelo Rio de Janeiro com cerca de 23,5 mil unidades, enquanto Goiânia aparece em terceiro lugar entre os maiores mercados imobiliários do país.
O ritmo de crescimento continuou forte em 2025. Apenas no primeiro trimestre do ano, as vendas de imóveis em Goiânia cresceram 47% em comparação com o mesmo período de 2024, indicando que a demanda por imóveis segue aquecida.
Valorização imobiliária acima da média nacional
Além do volume de vendas, a valorização dos imóveis também tem chamado atenção. O preço médio dos imóveis comercializados em Goiânia passou de R$ 9.287 por metro quadrado em 2024 para R$ 10.261 no primeiro trimestre de 2025, crescimento significativo que reflete o aumento da demanda e a expansão do mercado local.
Em alguns bairros mais valorizados da capital, como Setor Marista, Bueno, Jardim Goiás e Setor Oeste, o metro quadrado já ultrapassa R$ 11 mil, reforçando a valorização imobiliária nas regiões mais consolidadas da cidade.
No cenário nacional, o Índice FipeZap de Venda Residencial registrou alta média de 6,52% nos preços dos imóveis em 2025, superando a inflação medida pelo IPCA no mesmo período e confirmando mais um ano de valorização real para o setor imobiliário brasileiro.
Além disso, estudos do setor apontam que a valorização de imóveis em Goiânia chegou a cerca de 12% em determinados períodos recentes, resultado da forte demanda por imóveis e da redução relativa do estoque disponível na cidade.
Crescimento populacional e agro impulsionam mercado
Especialistas destacam que o crescimento do mercado imobiliário em Goiânia está diretamente ligado ao desenvolvimento econômico do estado de Goiás, especialmente ao avanço do agronegócio.
O estado se consolidou como um dos principais polos agrícolas do país, com forte produção de grãos, proteína animal e commodities agrícolas. A geração de renda e a circulação de capital impulsionadas pelo agronegócio acabam sendo direcionadas para investimentos patrimoniais, como imóveis urbanos.
Outro fator relevante é o crescimento populacional da região. Segundo dados do IBGE, a região metropolitana de Goiânia passou de 2,07 milhões de habitantes em 2010 para cerca de 2,47 milhões em 2022, crescimento de 18,9%, um dos maiores entre as regiões metropolitanas brasileiras.
Esse aumento populacional gera demanda contínua por moradia, serviços e infraestrutura urbana, estimulando novos empreendimentos imobiliários e atraindo investidores interessados na valorização de longo prazo.
Imóvel como estratégia de investimento
Com esse cenário, especialistas do setor apontam que o mercado imobiliário em Goiânia tende a continuar em expansão nos próximos anos. A cidade reúne fatores considerados estratégicos para investimento: crescimento econômico regional, forte presença do agronegócio, expansão populacional, custo do metro quadrado ainda competitivo em comparação a grandes capitais e alta liquidez do mercado.
Para Samara Carrijo, o movimento observado em Goiânia acompanha uma mudança na forma como investidores enxergam o setor imobiliário.
“Os números mostram que Goiânia deixou de ser apenas um bom mercado regional e passou a ocupar protagonismo nacional no setor imobiliário. O investidor percebe isso e antecipa movimento, buscando ativos antes que a valorização avance ainda mais”, destaca.
Empreendimentos como o 15W22, com perfil predominante de investidores entre os compradores, refletem essa dinâmica de mercado, na qual o imóvel deixa de ser apenas uma opção de moradia e passa a ser cada vez mais visto como um ativo estratégico para diversificação de patrimônio e geração de renda.
Comentários
Postar um comentário