Por que um conflito entre Estados Unidos e Venezuela pode pesar no bolso do brasileiro

(F: Freepik) Um ataque dos Estados Unidos à Venezuela pode parecer um assunto distante da rotina do brasileiro, restrito a disputas políticas e militares entre outros países, só que na prática, esse tipo de tensão internacional encontra caminhos diretos até o dia a dia da população, especialmente por meio dos preços, do dólar e do custo de vida. Isso porque o mundo funciona hoje como uma grande rede conectada e quando um ponto dessa rede entra em conflito, o efeito se espalha rapidamente. No caso da Venezuela, o alerta surge porque o país faz parte de uma região estratégica para o mercado de petróleo e qualquer instabilidade envolvendo grandes produtores ou grandes potências, aumenta o risco de desabastecimento, mesmo que no âmbito da especulação, ou seja, antes de acontecer de fato. Basta o receio para o preço do petróleo subir no mercado internacional. “Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o tr...

Janeiro roxo: conheça sete mitos da Hanseníase

(F: Divulgação)
No primeiro mês do ano acontece o Janeiro Roxo, campanha que visa conscientizar o combate à hanseníase, antes conhecida como “lepra”. De acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o Brasil é o segundo país com mais número de casos em todo o mundo, atrás somente da Índia. 

A doença é transmitida pela bactéria conhecida como Mycobacterium leprae e a contaminação acontece através de vias inalatórias e por meio do contato prolongado com o enfermo. A enfermidade causa lesões na pele que se agravam e se apresentam com manchas brancas ou avermelhadas, o que provoca a falta de sensibilidade na região, levando ao comprometimento dos nervos periféricos.

 

Para a enfermeira Andrea Tavares, da Cuidare Alphaville Pernambuco, a campanha também pode promover a redução gradual dos preconceitos sofridos pelas vítimas da doença. “O tema pode ser delicado para os pacientes que enfrentam a hanseníase e, por isso, buscam evitar ao máximo falar sobre o assunto. Dessa forma, o tratamento tem início tardio, o que torna a condição ainda mais agravada”, explica.

 

Com isso, a especialista apresenta sete mitos sobre a doença. Confira: 

 

1 - A Hanseníase é uma doença transmitida através do contato com os enfermos, de diferentes formas: a falsa afirmação fez com que muita gente se isolasse involuntariamente das famílias e amigos. Muitos eram colocados em locais de isolamento, os famosos leprosários. Hoje, sabemos que o compartilhamento de objetos não resulta na transmissão da doença.

 

2 - A Hanseníase é uma doença de transmissão fácil: é preciso estar por um longo tempo convivendo com alguém com a doença e numa mesma residência para ser contaminado pela Hanseníase. Pessoas que possuem contato breve ou que não ficam constantemente na mesma residência que o enfermo são mais difíceis de serem infectadas.

 

3 - A Hanseníase é uma doença hereditária: a enfermidade não é passada pelos genes familiares, fato anteriormente disseminado e confiado pela população. A transmissão ocorre apenas por vias respiratórias, através de espirros ou tosses. 

 

4 - Não existe tratamento adequado para a doença: com o avanço da ciência, os médicos descobriram remédios capazes de curar quem possui Hanseníase. Medicamentos como rifampicina, dapsona e clofazimina - três antimicrobianos - atuam na ‘destruição’ do bacilo Mycobacterium leprae, agente causador da doença. Vale salientar que o tratamento só ocorre na rede pública de saúde, com o controle da doença feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

5 - Pacientes com hanseníase precisam ser afastados das pessoas, do convívio social e familiar: diferentemente do que era feito no passado, os pacientes não precisam sofrer isolamento total de todos para serem tratados e também não transmitirem a doença. Com os tratamentos sendo feitos corretamente e as recomendações necessárias que pessoas ao redor precisam tomar, o enfermo não há de ser excluído socialmente como no passado.  

 

6 - A Hanseníase não tem cura: assim como explicado no tópico 3, o avanço da ciência contribuiu para tratamentos eficazes e que tiram totalmente a possibilidade da doença continuar na pessoa. Vale salientar que isso só ocorre caso todo o tratamento seja feito corretamente e, mesmo depois, é preciso estar alerta para não se contaminar novamente.  

 

7 - O paciente em tratamento continua podendo transmitir a doença: os enfermos que começam o tratamento contra a doença deixam de ser transmissores logo após algumas semanas. Ainda assim, é preciso que os cuidados médicos continuem durante os seis meses (pacientes com hanseníase paucibacilar - PB) ou um ano (pacientes com hanseníase multibacilar - MB).

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