Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

Janeiro roxo: conheça sete mitos da Hanseníase

(F: Divulgação)
No primeiro mês do ano acontece o Janeiro Roxo, campanha que visa conscientizar o combate à hanseníase, antes conhecida como “lepra”. De acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o Brasil é o segundo país com mais número de casos em todo o mundo, atrás somente da Índia. 

A doença é transmitida pela bactéria conhecida como Mycobacterium leprae e a contaminação acontece através de vias inalatórias e por meio do contato prolongado com o enfermo. A enfermidade causa lesões na pele que se agravam e se apresentam com manchas brancas ou avermelhadas, o que provoca a falta de sensibilidade na região, levando ao comprometimento dos nervos periféricos.

 

Para a enfermeira Andrea Tavares, da Cuidare Alphaville Pernambuco, a campanha também pode promover a redução gradual dos preconceitos sofridos pelas vítimas da doença. “O tema pode ser delicado para os pacientes que enfrentam a hanseníase e, por isso, buscam evitar ao máximo falar sobre o assunto. Dessa forma, o tratamento tem início tardio, o que torna a condição ainda mais agravada”, explica.

 

Com isso, a especialista apresenta sete mitos sobre a doença. Confira: 

 

1 - A Hanseníase é uma doença transmitida através do contato com os enfermos, de diferentes formas: a falsa afirmação fez com que muita gente se isolasse involuntariamente das famílias e amigos. Muitos eram colocados em locais de isolamento, os famosos leprosários. Hoje, sabemos que o compartilhamento de objetos não resulta na transmissão da doença.

 

2 - A Hanseníase é uma doença de transmissão fácil: é preciso estar por um longo tempo convivendo com alguém com a doença e numa mesma residência para ser contaminado pela Hanseníase. Pessoas que possuem contato breve ou que não ficam constantemente na mesma residência que o enfermo são mais difíceis de serem infectadas.

 

3 - A Hanseníase é uma doença hereditária: a enfermidade não é passada pelos genes familiares, fato anteriormente disseminado e confiado pela população. A transmissão ocorre apenas por vias respiratórias, através de espirros ou tosses. 

 

4 - Não existe tratamento adequado para a doença: com o avanço da ciência, os médicos descobriram remédios capazes de curar quem possui Hanseníase. Medicamentos como rifampicina, dapsona e clofazimina - três antimicrobianos - atuam na ‘destruição’ do bacilo Mycobacterium leprae, agente causador da doença. Vale salientar que o tratamento só ocorre na rede pública de saúde, com o controle da doença feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

5 - Pacientes com hanseníase precisam ser afastados das pessoas, do convívio social e familiar: diferentemente do que era feito no passado, os pacientes não precisam sofrer isolamento total de todos para serem tratados e também não transmitirem a doença. Com os tratamentos sendo feitos corretamente e as recomendações necessárias que pessoas ao redor precisam tomar, o enfermo não há de ser excluído socialmente como no passado.  

 

6 - A Hanseníase não tem cura: assim como explicado no tópico 3, o avanço da ciência contribuiu para tratamentos eficazes e que tiram totalmente a possibilidade da doença continuar na pessoa. Vale salientar que isso só ocorre caso todo o tratamento seja feito corretamente e, mesmo depois, é preciso estar alerta para não se contaminar novamente.  

 

7 - O paciente em tratamento continua podendo transmitir a doença: os enfermos que começam o tratamento contra a doença deixam de ser transmissores logo após algumas semanas. Ainda assim, é preciso que os cuidados médicos continuem durante os seis meses (pacientes com hanseníase paucibacilar - PB) ou um ano (pacientes com hanseníase multibacilar - MB).

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