“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Como minimizar os efeitos do álcool na pele

(F: Divulgação)
No fim de ano e nas férias é comum exagerar no álcool. E a pele de muitos pode estar agora sentindo a consequência desses momentos de descontração. Segundo a médica Isabel Martinez, o álcool afeta a pele em vários níveis - vascular, inflamatório, metabólico e celular.

"Do ponto de vista fisiológico, ele promove vasodilatação, o que explica aquele rubor facial comum após beber. Em pessoas predispostas, isso pode piorar a rosácea, flushing persistente e sensibilidade cutânea".


De acordo com ela, além disso, o álcool:


-Desidrata a pele, porque inibe o hormônio antidiurético (ADH), aumentando a perda de água


-Aumenta o estresse oxidativo, gerando mais radicais livres, que aceleram o envelhecimento cutâneo


-Ativa processos inflamatórios, elevando citocinas inflamatórias como TNF-α e IL-6


-Prejudica a função de barreira da pele, reduzindo lipídios essenciais do estrato córneo


-Pode interferir na produção de colágeno, favorecendo flacidez e perda de viço com o tempo


"Há estudos associando consumo crônico de álcool a envelhecimento precoce, aumento de rugas, poros dilatados e pior cicatrização. Não é algo imediato, mas cumulativo — a pele “conta a história” dos hábitos ao longo dos anos", completa.


Segundo Isabel Martinez, em termos de mecanismo, o álcool pode piorar a qualidade cutânea porque aumenta a perda de água (ele tem efeito diurético), favorece estresse oxidativo, amplifica processos inflamatórios sistêmicos e pode comprometer a função de barreira da pele.


"Além disso, é comum o álcool fragmentar o sono, e a pele depende muito do reparo noturno para manter hidratação, luminosidade e recuperação de colágeno. O resultado prático, em muitas pessoas, é pele mais opaca, mais reativa, com poros mais evidentes, maior tendência a vermelhidão, edema facial e, com o tempo, sinais mais precoces de envelhecimento", destaca.


Mas e quem bebe moderadamente? A médica diz que não há um estudo clínico robusto, randomizado, desenhado especificamente para definir uma “dose segura” de álcool que garanta que a pele não será prejudicada.


"A pele é um órgão extremamente sensível a mudanças metabólicas e inflamatórias, e o álcool interfere nesses sistemas de forma direta. Mesmo em quantidades consideradas baixas, ele pode impactar a pele porque altera hidratação, microcirculação, sono e equilíbrio inflamatório. Por isso, do ponto de vista científico e também de saúde pública, não é adequado afirmar que existe um limite “sem efeito”, esclarece.


A médica explica que o literatura permite dizer com mais segurança é que o dano costuma ser proporcional ao padrão de consumo - quantidade, frequência e cronicidade - e que a resposta varia muito entre pessoas.


"Não é só 'quanto' se bebe: importa 'com que frequência', se a pessoa tem predisposição a rubor e rosácea, como está o sono, como está a alimentação, se há tabagismo, e, no caso das mulheres, o estado hormonal faz diferença. No climatério e na menopausa, por exemplo, a pele já tende a ter mais ressecamento, perda de colágeno e maior reatividade vascular; nesse cenário, o álcool costuma 'aparecer' mais rápido na face, com piora de vermelhidão, inchaço e perda de viço", destaca.


Como tratar a pele afetada pelo álcool


Segundo Martinez, quando a pele já foi afetada, a abordagem mais efetiva é atuar exatamente nos pontos que o álcool desorganiza. "Hidratação é essencial, mas não só 'beber água': é também reconstruir a barreira cutânea com ativos como ceramidas, glicerina e ingredientes que reduzam a perda de água. Antioxidantes tópicos bem indicados (como vitamina C e niacinamida) ajudam a combater parte do estresse oxidativo e a melhorar o viço. Em peles sensíveis ou com vermelhidão, o foco deve ser acalmar a inflamação e reduzir a reatividade vascular, evitando procedimentos agressivos logo após períodos de maior consumo", enfatiza.


No estilo de vida, além de hidratação, Dra. Isabel orienta pausa e redução do consumo, priorizar sono e fazer escolhas alimentares que aumentem antioxidantes naturais e proteínas adequadas, porque isso influencia diretamente a capacidade de reparo da pele.


"E, quando necessário, tratamentos em consultório podem acelerar a recuperação: protocolos que melhorem barreira, hidratação profunda e estímulo de colágeno podem ser úteis, especialmente em pessoas que notam impacto recorrente. Em mulheres no climatério e menopausa, vale sempre contextualizar: às vezes o álcool não é o único fator, e a soma com a queda hormonal e alterações do sono amplifica o quadro, então o melhor resultado vem quando a estratégia é global, não apenas cosmética", acrescenta.


Ela lista como tratar ou aliviar a pele afetada pelo álcool


O primeiro passo é entender que não existe “tratamento milagroso” se o hábito continuar intenso. Mas há estratégias eficazes para minimizar os danos:


No cuidado diário da pele:


* Reforçar hidratação com ativos como ácido hialurônico, ceramidas e glicerina

* Usar antioxidantes tópicos, como vitamina C, niacinamida e resveratrol

* Apostar em produtos que restaurem a barreira cutânea, especialmente à noite


No estilo de vida:


* Aumentar ingestão de água nos dias em que consome álcool

* Priorizar sono de qualidade (o álcool piora a regeneração noturna da pele)

* Associar alimentação rica em antioxidantes naturais


Em consultório:


* Tratamentos injetáveis e bioestimuladores podem ajudar a recuperar viço e qualidade da pele

* Tecnologias que estimulam colágeno e melhoram microcirculação são boas aliadas

* Em mulheres no climatério, avaliar o contexto hormonal faz muita diferença nos resultados


"O ponto central é: a pele responde melhor quando tratamos o hábito, o terreno biológico e a pele ao mesmo tempo. Tratar só a superfície, sem olhar o contexto, costuma gerar frustração", conclui.

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