AGU derruba postagem de intolerância religiosa no X

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu remover conteúdo com discurso de ódio e intolerância religiosa contra judeus e muçulmanos na rede social X, ex-Twitter. Ao compartilhar na plataforma uma notícia sobre injúria racial contra uma pessoa muçulmana em Barueri (SP), o usuário denunciado escreveu: “temos de cortar o mal pela raiz seja judeu ou muçulmano” (sic). A AGU notificou extrajudicialmente a plataforma, que efetivou a remoção dentro do prazo de 72 horas. A AGU tomou conhecimento do conteúdo por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Siade recebe denúncias por comportamento ou discurso de ódio, o que inclui preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação ou ideologias odiosas, mesmo no período entre eleições. A notificação extrajudicial foi encaminhada ao X pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD). No documento, a PNDD informou que o coment...

Como minimizar os efeitos do álcool na pele

(F: Divulgação)
No fim de ano e nas férias é comum exagerar no álcool. E a pele de muitos pode estar agora sentindo a consequência desses momentos de descontração. Segundo a médica Isabel Martinez, o álcool afeta a pele em vários níveis - vascular, inflamatório, metabólico e celular.

"Do ponto de vista fisiológico, ele promove vasodilatação, o que explica aquele rubor facial comum após beber. Em pessoas predispostas, isso pode piorar a rosácea, flushing persistente e sensibilidade cutânea".


De acordo com ela, além disso, o álcool:


-Desidrata a pele, porque inibe o hormônio antidiurético (ADH), aumentando a perda de água


-Aumenta o estresse oxidativo, gerando mais radicais livres, que aceleram o envelhecimento cutâneo


-Ativa processos inflamatórios, elevando citocinas inflamatórias como TNF-α e IL-6


-Prejudica a função de barreira da pele, reduzindo lipídios essenciais do estrato córneo


-Pode interferir na produção de colágeno, favorecendo flacidez e perda de viço com o tempo


"Há estudos associando consumo crônico de álcool a envelhecimento precoce, aumento de rugas, poros dilatados e pior cicatrização. Não é algo imediato, mas cumulativo — a pele “conta a história” dos hábitos ao longo dos anos", completa.


Segundo Isabel Martinez, em termos de mecanismo, o álcool pode piorar a qualidade cutânea porque aumenta a perda de água (ele tem efeito diurético), favorece estresse oxidativo, amplifica processos inflamatórios sistêmicos e pode comprometer a função de barreira da pele.


"Além disso, é comum o álcool fragmentar o sono, e a pele depende muito do reparo noturno para manter hidratação, luminosidade e recuperação de colágeno. O resultado prático, em muitas pessoas, é pele mais opaca, mais reativa, com poros mais evidentes, maior tendência a vermelhidão, edema facial e, com o tempo, sinais mais precoces de envelhecimento", destaca.


Mas e quem bebe moderadamente? A médica diz que não há um estudo clínico robusto, randomizado, desenhado especificamente para definir uma “dose segura” de álcool que garanta que a pele não será prejudicada.


"A pele é um órgão extremamente sensível a mudanças metabólicas e inflamatórias, e o álcool interfere nesses sistemas de forma direta. Mesmo em quantidades consideradas baixas, ele pode impactar a pele porque altera hidratação, microcirculação, sono e equilíbrio inflamatório. Por isso, do ponto de vista científico e também de saúde pública, não é adequado afirmar que existe um limite “sem efeito”, esclarece.


A médica explica que o literatura permite dizer com mais segurança é que o dano costuma ser proporcional ao padrão de consumo - quantidade, frequência e cronicidade - e que a resposta varia muito entre pessoas.


"Não é só 'quanto' se bebe: importa 'com que frequência', se a pessoa tem predisposição a rubor e rosácea, como está o sono, como está a alimentação, se há tabagismo, e, no caso das mulheres, o estado hormonal faz diferença. No climatério e na menopausa, por exemplo, a pele já tende a ter mais ressecamento, perda de colágeno e maior reatividade vascular; nesse cenário, o álcool costuma 'aparecer' mais rápido na face, com piora de vermelhidão, inchaço e perda de viço", destaca.


Como tratar a pele afetada pelo álcool


Segundo Martinez, quando a pele já foi afetada, a abordagem mais efetiva é atuar exatamente nos pontos que o álcool desorganiza. "Hidratação é essencial, mas não só 'beber água': é também reconstruir a barreira cutânea com ativos como ceramidas, glicerina e ingredientes que reduzam a perda de água. Antioxidantes tópicos bem indicados (como vitamina C e niacinamida) ajudam a combater parte do estresse oxidativo e a melhorar o viço. Em peles sensíveis ou com vermelhidão, o foco deve ser acalmar a inflamação e reduzir a reatividade vascular, evitando procedimentos agressivos logo após períodos de maior consumo", enfatiza.


No estilo de vida, além de hidratação, Dra. Isabel orienta pausa e redução do consumo, priorizar sono e fazer escolhas alimentares que aumentem antioxidantes naturais e proteínas adequadas, porque isso influencia diretamente a capacidade de reparo da pele.


"E, quando necessário, tratamentos em consultório podem acelerar a recuperação: protocolos que melhorem barreira, hidratação profunda e estímulo de colágeno podem ser úteis, especialmente em pessoas que notam impacto recorrente. Em mulheres no climatério e menopausa, vale sempre contextualizar: às vezes o álcool não é o único fator, e a soma com a queda hormonal e alterações do sono amplifica o quadro, então o melhor resultado vem quando a estratégia é global, não apenas cosmética", acrescenta.


Ela lista como tratar ou aliviar a pele afetada pelo álcool


O primeiro passo é entender que não existe “tratamento milagroso” se o hábito continuar intenso. Mas há estratégias eficazes para minimizar os danos:


No cuidado diário da pele:


* Reforçar hidratação com ativos como ácido hialurônico, ceramidas e glicerina

* Usar antioxidantes tópicos, como vitamina C, niacinamida e resveratrol

* Apostar em produtos que restaurem a barreira cutânea, especialmente à noite


No estilo de vida:


* Aumentar ingestão de água nos dias em que consome álcool

* Priorizar sono de qualidade (o álcool piora a regeneração noturna da pele)

* Associar alimentação rica em antioxidantes naturais


Em consultório:


* Tratamentos injetáveis e bioestimuladores podem ajudar a recuperar viço e qualidade da pele

* Tecnologias que estimulam colágeno e melhoram microcirculação são boas aliadas

* Em mulheres no climatério, avaliar o contexto hormonal faz muita diferença nos resultados


"O ponto central é: a pele responde melhor quando tratamos o hábito, o terreno biológico e a pele ao mesmo tempo. Tratar só a superfície, sem olhar o contexto, costuma gerar frustração", conclui.

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