Goiânia tem redução de 0,63% no custo da cesta básica em fevereiro

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom/PR O custo da cesta básica em Goiânia foi de R$ 731,34 em fevereiro de 2026, uma redução de 0,63% em relação a janeiro, de acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), e divulgada nesta segunda-feira, 9 de março. OITO DE 13  – Na capital goiana, oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre janeiro e fevereiro: banana (-5,39%), tomate (-4,48%), óleo de soja (-3,40%), açúcar cristal (-2,26%), leite integral (-1,53%), café em pó (-1,08%), manteiga (-0,91%) e carne bovina de primeira (-0,28%). Outros cinco produtos apresentaram elevação: feijão carioca (10,89%), batata (1,75%), arroz agulhinha (0,49%), farinha de trigo (0,42%) e pão francês (0,32%). ACUMULADO   – Em Goiânia, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em oito d...

Do Atlântico à Glória: país minúsculo choca o mundo e vai à Copa pela primeira vez

Aconteceu o impensável. O pequeno arquipélago africano de Cabo Verde, com pouco mais de 500 mil habitantes, acaba de conquistar um feito histórico: a classificação inédita para a Copa do Mundo de Futebol. Um país que, há poucas décadas, ainda lutava pela independência, agora marca presença no maior palco do esporte global.

Localizado no meio do Atlântico, a cerca de 600 km da costa do Senegal, Cabo Verde é formado por dez ilhas — e até pouco tempo atrás, era mais conhecido por sua música, seus ventos e suas paisagens áridas do que por sua força no futebol.

Independente de Portugal desde 1975, o país construiu aos poucos sua identidade esportiva. E o que antes parecia um sonho distante virou realidade após uma campanha impecável nas eliminatórias africanas, deixando para trás potências continentais.

A seleção cabo-verdiana, apelidada de Tubarões Azuis, é um verdadeiro mosaico cultural. Boa parte dos jogadores nasceu ou atua na Europa, especialmente em Portugal, França e Holanda — fruto da vasta diáspora cabo-verdiana. Essa mistura de experiências e sotaques ajudou a moldar um elenco competitivo e disciplinado, comandado por um técnico que apostou no coletivo e na garra.

Entre os destaques, nomes como Ryan Mendes, Stopira e Garry Rodrigues são ídolos locais e símbolos de uma geração que cresceu acreditando que era possível sonhar mais alto.

A classificação foi recebida com euforia nas ilhas: buzinas, bandeiras nas janelas, praias lotadas e lágrimas de orgulho nacional. A primeira Copa de Cabo Verde é mais que uma conquista esportiva — é um símbolo de superação para um povo que transformou suas limitações em força.

O feito coloca Cabo Verde entre as menores nações do mundo a disputar uma Copa do Mundo, ao lado de Islândia, Panamá e Trinidad e Tobago.

Menos de 50 anos após sua independência, Cabo Verde prova que tamanho não define grandeza.

O país que exporta música, cultura e talento agora exporta também esperança — a de que até os menores podem desafiar os gigantes, quando acreditam juntos.

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