Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

Genial/Quaest: Queda na inflação dos alimentos e reação ao tarifaço de Trump ajudam governo Lula a ter a melhor aprovação desde janeiro

A quinta rodada da pesquisa Genial/Quaest de 2025 mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovado por 51% dos eleitores e aprovado por 46%, ao fim de dois anos e oito meses. Apesar da desaprovação pela maioria, o resultado confirma a tendência de recuperação da avaliação do governo iniciada na pesquisa anterior, de julho, depois de registrar recuos sucessivos de dezembro até maio, quando foi registrado o resultado mais negativo: 57% de desaprovação contra 40% de aprovação.

Esta é a maior pesquisa sobre o panorama político já realizada no país. Foram 12.150 entrevistas presenciais, feitas com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 13 e 17 de agosto, que abrangem, além da avaliação nacional, a opinião dos eleitores de oito estados sobre o São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Pernambuco.


A melhora na aprovação do governo aconteceu na maior parte dos recortes da pesquisa, principalmente na base de apoio do presidente e entre os eleitores que declaram não ter posição política. Entre as mulheres, a aprovação oscilou positivamente dois pontos percentuais e encostou na desaprovação, de 49%.


 No Nordeste, a aprovação subiu de 53%, em julho, para 60% – uma diferença de 23 pontos percentuais sobre a desaprovação. Nos dois estados da região incluídos na pesquisa, a aprovação registrou alta significativa. Na Bahia, subiu de 47% para 60%, enquanto a desaprovação caiu de 51% para 39%; em Pernambuco, avançou de 49% para 62%, e a desaprovação recuou de 50% para 37%. Nos dois estados, houve empate técnico na pesquisa anterior.


Entre os que têm até o Ensino Fundamental, a aprovação passou de 51% para 56% e a desaprovação oscilou negativamente de 42% para 40%; entre os mais pobres, que ganham até 2 salários mínimos, o governo tem 55% de aprovação e 40% de reprovação – em julho, houve empate técnico nessa faixa: 50% aprovavam e 49% desaprovavam. O governo recuperou a aprovação também entre os católicos (54%) e entre os beneficiários do Bolsa Família.


A comparação entre os governos Lula e Bolsonaro voltou a registrar vantagem para o presidente: 43% o consideram melhor, contra 40% em julho; o percentual dos que pensam o recuou de 44% para 38%. Entre os eleitores que informam não ter posicionamento político, a avaliação também se inverteu. Na pesquisa atual, 37% dizem que o governo Lula é melhor, 32% que é igual e 27% que é pior.


Confira a pesquisa completa aqui.


Alimentos em destaque


O grande destaque da pesquisa é a queda na inflação dos alimentos. A percepção de que houve alta no preço da comida recuou de 76% em julho para 60% em agosto. Para 20% os preços ficaram iguais e para 18%, caíram (eram 8% em julho). Essa percepção se repete em todas as regiões. Como consequência, a opinião de que o poder de compra é menor do que há um ano recuou de 80% para 70%, e a expectativa para os próximos meses, que vinha se deteriorando continuamente, agora está dividida ao meio: 40% acham que o panorama vai piorar, 40% que vai melhorar.


Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, a melhora na aprovação do governo Lula em agosto resulta da combinação de fatores econômicos e políticos.


“A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”, diz Nunes. 


Tarifaço: O embate entre Trump e o governo brasileiro é de amplo conhecimento do eleitor, constatou a pesquisa. 84% disseram que souberam da carta do presidente americano para Lula, contra 60% em julho, enquanto o percentual de desconhecimento caiu de 33% para 16%. Para 71%, Trump está errado ao impor taxas por acreditar que existe perseguição ao ex-presidente Bolsonaro.


Nesse embate, Lula e o PT estão fazendo o que é mais certo para 48% dos entrevistados, enquanto para 28% Bolsonaro e seus aliados é que têm razão. Para 15% ninguém está certo. Ao mesmo tempo, 41% consideram que o presidente está se aproveitando da situação para se promover, contra 49% que avaliam que Lula está agindo em defesa do Brasil. Sobre Eduardo Bolsonaro, a maioria (69%) dizem que o deputado está defendendo os interesses dele e de sua família, enquanto 23% acreditam que está defendendo os interesses do Brasil.  


Os entrevistados entendem que serão prejudicados pelas altas tarifas (77%), porque elas vão aumentar o preço dos alimentos (64%). A maioria (67%) defende que o Brasil negocie com os EUA, enquanto 28% pensam que deveria reagir taxando os produtos americanos. Sobre a possibilidade de sucesso nas negociações, entretanto, as opiniões se dividem: 48% acreditam que Lula conseguirá um acordo e 45% dizem que não.


A margem de erro estimada da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. As margens de erro dos estados e dos grupos sociodemográficos estão informadas no início do relatório. 

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