Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

Genial/Quaest: Confronto com Trump ajuda governo Lula a recuperar popularidade

(F: Ricardo Stuckert/PR)
A quarta rodada de 2025 da pesquisa Genial/Quaest, que a partir de agora passa a ser mensal, mostra que a desaprovação do governo Lula variou de 57% para 53%. A aprovação subiu de 40% para 43%.

A melhora se deu de forma significativa fora das bases de apoio tradicionais, tais como: renda mensal de 2 a 5 salários-mínimos, ensino superior completo, quem não é beneficiário do Bolsa Família, e no Sudeste, região mais populosa do país.


Para o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, o principal motivo para inversão na desaprovação que vinha sendo registrada foi a briga com o presidente norte-americano. “A recuperação do governo aconteceu na classe média, com maior escolaridade, no Sudeste. São os segmentos mais informados da população, que se percebem mais prejudicados pelas tarifas de Trump, e que consideram que Lula está agindo de forma correta até aqui, por isso passam a apoiar o governo “, explica.


Avaliação - A avaliação geral do governo, que vinha piorando continuamente desde dezembro de 2024, mostra uma inversão: 40% fazem avaliação negativa, contra 43% na última pesquisa. Enquanto 28% avaliam positivamente, contra 26% em maio. 


Trump- Sobre as tarifas de Trump72% acham que ele está errado ao impor taxas ao brasileiro por acreditar que há perseguição ao ex-presidente Bolsonaro. E 57% acham que Trump não tem direito de criticar o processo em que Bolsonaro é réu. 79% acham que tarifas vão prejudicar sua vida.


Para 26%, o que levou Trump a anunciar tarifas altas contra o Brasil foram falas de Lula contra as taxações impostas pelo presidente norte-americano. Para 22%, o motivo foram ações do STF contra Bolsonaro. 53% dizem que Lula está certo ao reagir com reciprocidade às tarifas de Trump, contra 39% que acham a decisão errada. Oposição e governo deveriam se unir em defesa do Brasil no conflito com Trump para 84% dos entrevistados.


Economia – O número dos que acham que a economia piorou nos últimos doze meses caiu de 56% para 46%. Enquanto 21% acreditam que melhorou, contra 18% na última pesquisa.


Em relação à alta do custo de vida a percepção se mantém em patamares elevados. O preço dos alimentos no último mês foi maior para 76% dos entrevistados, contra 79% na pesquisa anterior; sobre a gasolina, a percepção de alta foi maior, indo de 54% para 56% dos ouvidos; nas contas de água e luz, a percepção de alta foi de 60% para 62% dos entrevistados, nesta pesquisa.


O poder de compra dos brasileiros é considerado menor do que há um ano por 80% (79% em maio). O mercado de trabalho é motivo de preocupação. 56% consideram que hoje é mais difícil conseguir emprego do que há um ano.


Finalmente, a expectativa da economia para os próximos 12 meses é de piora para 43% (eram 30% na pesquisa anterior). Enquanto o percentual que acredita em melhora caiu de 45% para 35%.


Relação Executivo-legislativo


Para 79% o conflito entre Congresso e governo mais atrapalha do que ajuda o país.

59% acreditam que o governo deve aceitar o acordo proposto pelo ministro do STF Alexandre de Moares entre Lula e o congresso.


Tributação e gastos públicos


63% acham que o governo deve aumentar impostos dos mais ricos, contra 33% que não concordam. Mas 53% não acham correto o discurso que coloca ricos contra pobres porque cria mais briga e polarização. Já 38% acham certo porque chama atenção para privilégios de alguns.


Preocupações


A violência continua sendo a principal preocupação, oscilando de 25% contra 27% na pesquisa anterior. Problemas sociais são a maior preocupação para 20%, contra 19% em maio.

A pesquisa foi feita entre os dias 10 de julho e 14 de julho, e ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais através de entrevistas presenciais que utilizaram questionários estruturados. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.

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