“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Em meio ao conflito com o Irã, Israel intensifica controle e violência na Cisjordânia

Enquanto a atenção internacional se volta para o crescente conflito entre Israel e Irã, as forças israelenses intensificaram suas atividades na Cisjordânia. O aumento das operações militares em Jenin, Nablus e Tulkarem, juntamente com o envio de tropas adicionais, agravou as restrições à população palestina no território.

Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que essas ações exacerbam a já terrível situação dos palestinos na Cisjordânia, que enfrentam barreiras significativas no acesso a cuidados de saúde e serviços essenciais, principalmente desde outubro de 2023.

MSF pede a interrupção imediata das medidas que contribuem para o deslocamento forçado e para um sistema de anexação, incluindo presença militar prolongada, restrições de movimento, demolições, uso excessivo da força e bloqueio de acesso a serviços básicos.

"Em 13 de junho, as forças israelenses invadiram meu vilarejo em Tulkarem, tomaram dois prédios residenciais e os transformaram em quartéis militares, deslocando as pessoas que viviam lá. Desde então, eles têm patrulhado o vilarejo regularmente, conduzindo investigações, interrogatórios, prisões, buscas e detenções", afirmou Karim*, profissional da equipe de MSF.

"Na última semana, as comunidades da Cisjordânia viram suas vidas serem ainda mais controladas por uma potência ocupante, enquanto o mundo desvia o olhar. Isso não pode continuar", apela Simona Onidi, coordenadora de projetos de MSF em Jenin e Tulkarem. 

Em 13 de junho, dia em que a escalada começou, as autoridades israelenses bloquearam todos os principais postos de controle israelenses e as entradas de Hebron por quatro dias. Isso obrigou aqueles que buscavam atendimento médico a atravessar a pé entre as áreas, forçando pessoas gravemente doentes a caminhar longas distâncias, sob o risco de serem alvejadas ou impedidas de atravessar. 

"Em 14 de junho, tentei levar meu irmão de Belém para uma consulta médica em Hebron - uma viagem que deveria levar 25 minutos. Mas devido às novas restrições israelenses, todas as principais entradas e saídas estavam fechadas. Levamos três horas e, no final, apesar de estar muito doente, ele teve que passar por um posto de controle fechado a pé, o que não é seguro", relata Oday Al-Shobaki, especialista de comunicações.

MSF suspendeu as atividades com as clínicas móveis em Hebron e Nablus - que ofereciam apoio de saúde mental, cuidados de saúde sexual e reprodutiva e atendimento de saúde básica - por causa do fechamento dos postos de controle e das preocupações com a segurança decorrentes da intensificação das operações militares.

Em Jenin e Tulkarem, as clínicas móveis tiveram seus horários de trabalho adaptados, funcionando em alguns dias e não em outros, devido à presença das forças israelenses nos vilarejos próximos. Isso forçou os pacientes a dependerem de consultas telefônicas. 

As operações militares e os ataques violentos do exército israelense vêm ocorrendo há anos na Cisjordânia. Em 2022, houve um número recorde de mortes de palestinos devido à violência das forças israelenses ou de colonos.

Desde outubro de 2023, as tropas israelenses aumentaram o número de medidas coercitivas e o uso de violência física extrema contra os palestinos na Cisjordânia ocupada, incluindo restrições severas de movimento, ataques militares e barreiras sistêmicas a serviços essenciais.

Em janeiro de 2025, as forças israelenses iniciaram a operação militar “Muro de Ferro” no norte da Cisjordânia, que ainda está em andamento. Esvaziando violentamente acampamentos bem estabelecidos e impedindo qualquer retorno, mais de 42 mil pessoas foram deslocadas à força e ficaram sem moradia fixa e com acesso limitado a alimentos, água e cuidados médicos.

"Esta última onda de restrições e violência, ocorrida na semana passada, parece ser uma oportunidade para as forças israelenses reforçarem o controle, aprofundarem a fragmentação das comunidades palestinas e promoverem o sistema que a Corte Internacional de Justiça descreveu como de segregação racial e apartheid", diz Simona Onidi.

"Pedimos aos países [que têm criticado as ações israelenses] que ajam além das palavras de condenação e pressionem de fato as autoridades israelenses para que acabem com o uso excessivo da força e interrompam as restrições de movimento que bloqueiam o acesso a serviços essenciais e à ajuda humanitária, aumentando o apoio às comunidades deslocadas e isoladas em toda a Cisjordânia", apela Simona Onidi.

*Nomes alterados 

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