Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

Hospital Mater Dei Goiânia se destaca no diagnóstico e tratamento de doenças neurológicas raras

As doenças raras, que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), representam um dos maiores desafios da medicina moderna. Frequentemente de origem genética e com sintomas que se confundem com outras condições mais comuns, essas enfermidades exigem diagnóstico preciso e tratamento multidisciplinar. No cenário nacional, o Hospital Mater Dei Goiânia tem se destacado no enfrentamento desses desafios, especialmente no campo da neurologia.  

“Uma doença rara não é apenas um problema de saúde individual; ela impacta famílias inteiras, exigindo adaptações na rotina, cuidados contínuos e, muitas vezes, acarretando custos financeiros elevados”, explica o Dr. Marcos Alexandre Carvalho, coordenador do Serviço de Neurologia do hospital.  

Desafios no diagnóstico  

Os sintomas de doenças neurológicas raras frequentemente se assemelham aos de condições mais comuns, o que dificulta o diagnóstico precoce. Além disso, a variabilidade de manifestações clínicas e a necessidade de exames específicos e de alto custo são obstáculos adicionais. “Muitas vezes, os pacientes peregrinam por vários especialistas antes de receberem um diagnóstico definitivo. Isso pode levar anos, o que impacta diretamente no prognóstico”, comenta Dr. Marcos.  

(Imagem: Freepik)
Para enfrentar esses desafios, o Mater Dei Goiânia investe em tecnologia avançada e protocolos atualizados, seguindo diretrizes internacionais. Um exemplo de sucesso é o ambulatório especializado “Cuidar D’ELA”, dedicado ao atendimento de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e doença de Parkinson. Recentemente, a equipe identificou uma nova variante genética relacionada à ELA, ainda não descrita na literatura médica mundial.  

“Essa descoberta é um marco importante, pois está associada a um fenótipo mais brando da doença. Isso pode abrir portas para novas abordagens terapêuticas e trazer esperança para muitos pacientes”, destaca Dr. Marcos. A descoberta será apresentada no próximo Congresso de Neurogenética.  

Tratamento multidisciplinar  

Além do diagnóstico preciso, o tratamento de doenças neurológicas raras exige uma abordagem integrada. No Mater Dei Goiânia, os pacientes têm acesso a terapias medicamentosas específicas, reabilitação multidisciplinar, suporte psicológico, terapia ocupacional, acompanhamento nutricional e fisioterapia especializada.  

“Cada caso é único, e por isso personalizamos o tratamento. A coordenação entre diferentes especialidades é fundamental para garantir o melhor resultado possível”, afirma Dr. Marcos.  

Parcerias estratégicas  

O hospital mantém colaborações importantes, como com a Associação Goiana de Doenças Raras (AGORA) e o Departamento de Genética da Universidade Federal de Goiás. Essas parcerias fortalecem a capacidade de oferecer diagnósticos precisos e tratamentos inovadores, além de apoiar a pesquisa científica.  

“A união entre assistência clínica, pesquisa e suporte social é essencial para avançarmos no cuidado desses pacientes. A conscientização sobre doenças raras também é um pilar importante”, ressalta Dr. Marcos.  

Impacto na qualidade de vida  

As doenças neurológicas raras afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Limitações nas atividades diárias, impactos emocionais e psicológicos e a necessidade de cuidados contínuos são alguns dos desafios enfrentados.  

“Nosso objetivo é não apenas tratar a doença, mas melhorar a qualidade de vida desses pacientes e de seus familiares. Isso envolve desde o suporte emocional até a adaptação da rotina e o acesso a terapias inovadoras”, conclui Dr. Marcos.  

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