Por que um conflito entre Estados Unidos e Venezuela pode pesar no bolso do brasileiro

(F: Freepik) Um ataque dos Estados Unidos à Venezuela pode parecer um assunto distante da rotina do brasileiro, restrito a disputas políticas e militares entre outros países, só que na prática, esse tipo de tensão internacional encontra caminhos diretos até o dia a dia da população, especialmente por meio dos preços, do dólar e do custo de vida. Isso porque o mundo funciona hoje como uma grande rede conectada e quando um ponto dessa rede entra em conflito, o efeito se espalha rapidamente. No caso da Venezuela, o alerta surge porque o país faz parte de uma região estratégica para o mercado de petróleo e qualquer instabilidade envolvendo grandes produtores ou grandes potências, aumenta o risco de desabastecimento, mesmo que no âmbito da especulação, ou seja, antes de acontecer de fato. Basta o receio para o preço do petróleo subir no mercado internacional. “Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o tr...

Direito ao voto feminino: uma conquista histórica e um compromisso contínuo

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O dia 24 de fevereiro marca um dos momentos mais emblemáticos na luta pelos direitos das mulheres no Brasil: a conquista do voto feminino. Em 1932, após décadas de mobilização de movimentos feministas, o Código Eleitoral passou a garantir às mulheres o direito de votar, consolidando um avanço fundamental na construção da cidadania e da democracia no país.  

O sufrágio feminino foi resultado de uma intensa articulação social e política, liderada por figuras notáveis como Bertha Lutz, bióloga, educadora e diplomata, e a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Apesar da conquista inicial, restrições ainda persistiram, como a exigência de autorização do marido para mulheres casadas e a exclusão de analfabetos, barreiras que só foram eliminadas em 1934 e 1988, respectivamente. 

A conquista do voto feminino simboliza a ampliação da cidadania e a inclusão das mulheres no debate político, mas os desafios para uma representatividade equitativa ainda são evidentes. Mesmo após 93 anos dessa vitória histórica, as mulheres ocupam apenas 17,9% das cadeiras na Câmara dos Deputados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A baixa presença feminina na política reflete barreiras estruturais e culturais que dificultam o acesso das mulheres a cargos eletivos.  

Para Ana Paula Aguiar, autora de História, Sociologia e Filosofia do Sistema de Ensino pH, a data deve ser lembrada não apenas como uma celebração, mas como um momento de reflexão e mobilização. “O direito ao voto foi um passo essencial na ampliação dos direitos das mulheres, mas ainda há muito a ser feito para garantir equidade política. Projetos educacionais podem desempenhar um papel fundamental na formação de cidadãos conscientes da importância da participação feminina na democracia”, ressalta. 

Como abordar esse tema em sala de aula 

A abordagem da luta pelo sufrágio feminino no ensino pode contribuir significativamente para a sensibilização das alunas e para a conscientização dos estudantes sobre a importância da equidade de gênero na política. “Projetos pedagógicos interdisciplinares podem abordar o tema nas disciplinas de História, Sociologia, Filosofia e Língua Portuguesa, promovendo debates, análises de dados eleitorais, pesquisas sobre figuras históricas e discussões sobre a representatividade feminina”, comenta Ana Paula. 

Além disso, recursos como o Portal TSE Mulheres, a cartilha “Direitos das Mulheres”, os filmes “As Sufragistas” e “Estrelas Além do Tempo” e o livro “O Voto Feminino no Brasil”, publicado pela Câmara dos Deputados, podem ser utilizados para enriquecer o debate e fornecer informações históricas e estatísticas sobre a participação feminina na política brasileira. 

Conscientização e desafios 

De acordo com a autora do Sistema de Ensino pH, o Dia da Conquista do Voto Feminino deve ser um momento de celebração das conquistas obtidas, mas também de conscientização sobre os desafios que ainda persistem. “O reconhecimento da importância da representatividade feminina e o incentivo à participação ativa das mulheres na política são essenciais para a construção de uma democracia mais igualitária e inclusiva”, conclui. 

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