“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Estudantes de Goiás e do Espírito Santo disputam prêmio da Fórmula 1 em Singapura

Equipe goiana no campeonato (F: Divulgação)
Ao longo de três dias de muita emoção e, claro, velocidade nas pistas, estudantes de até 19 anos de 33 países vão ocupar o circuito da Fórmula 1 do Grande Prêmio de Singapura. Eles são finalistas do projeto educacional F1 in Schools, que estimula jovens a montarem escuderias, com três a seis integrantes.

As equipes constroem um carro em miniatura, réplica dos carros oficiais de corrida, que, impulsionados por um cilindro de CO2, chegam a 80 km/h em uma pista de 24 metros. Eles também montam um plano de negócios e de marketing para promover a escuderia. O torneio mundial avalia não só a eficiência dos carros, como também o gerenciamento de projetos, marketing, trabalho em equipe, inovação e comunicação para a competição. 

 

O evento, marcado para os dias 10 a 13 de setembro, antecede em uma semana o GP de Singapura. Duas equipes brasileiras, formadas por alunos do ensino médio do Serviço Social da Indústria (SESI), estão na disputa: a Pocadores, do SESI Jardim da Penha, em Vitória (ES); e a Mach One Planalto, do SESI Jardim Planalto, em Goiânia (GO).

 

Essa é a 18ª edição do campeonato. Para se ter uma ideia de como a disputa exige conhecimento técnico de engenharia, matemática, design e tecnologia, a organização estabeleceu regras para réplicas ainda mais semelhantes aos da Fórmula 1. Além de adicionar o Halo, um dispositivo de segurança nos carros, eles terão um desafio opcional, para desenvolver um carro com nariz que possa ser desmontado e substituído no menor tempo possível, imitando o famoso pit stop da F1.

 

“Os carros são totalmente diferentes neste ano, aproximando-se muito do design de um carro de Fórmula 1. Asa dianteira, rodas, inclusão do halo, capacete do piloto. Os testes de resistência se tornaram bem mais difícil para a tarefa dos projetistas. Esperamos que os carros se mostrem mais velozes na pista de corrida”, destaca Waldemar Battaglia, coordenador do F1 in Schools no Brasil. 

 

Estratégias de cada equipe 

 

A Mach One Planalto ficou em primeiro lugar no Festival SESI de Robótica, realizado em março em Brasília, e agora busca trazer para casa uma das premiações. Há grande expectativa com o novo desafio opcional, de encaixe do nariz do carro, para o qual a equipe criou a estratégia de trabalhar com ímã. 


Já a equipe Pocadores, do SESI Jardim da Penha, que ficou em primeiro lugar no torneio nacional do ano passado, vai tentar novamente o prêmio escrutínio. Essa premiação tem como foco as regras da construção do carro. “O nosso carro foi o primeiro brasileiro a fechar as regras técnicas do escrutínio em uma final de mundial”, ressalta o professor Bruno de Castro, técnico da Pocadores, que aguarda com entusiasmo o campeonato. A equipe também aposta na pintura, elogiada pelos juízes no torneio nacional desse ano.

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