Por que um conflito entre Estados Unidos e Venezuela pode pesar no bolso do brasileiro

(F: Freepik) Um ataque dos Estados Unidos à Venezuela pode parecer um assunto distante da rotina do brasileiro, restrito a disputas políticas e militares entre outros países, só que na prática, esse tipo de tensão internacional encontra caminhos diretos até o dia a dia da população, especialmente por meio dos preços, do dólar e do custo de vida. Isso porque o mundo funciona hoje como uma grande rede conectada e quando um ponto dessa rede entra em conflito, o efeito se espalha rapidamente. No caso da Venezuela, o alerta surge porque o país faz parte de uma região estratégica para o mercado de petróleo e qualquer instabilidade envolvendo grandes produtores ou grandes potências, aumenta o risco de desabastecimento, mesmo que no âmbito da especulação, ou seja, antes de acontecer de fato. Basta o receio para o preço do petróleo subir no mercado internacional. “Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o tr...

Estudantes de Goiás e do Espírito Santo disputam prêmio da Fórmula 1 em Singapura

Equipe goiana no campeonato (F: Divulgação)
Ao longo de três dias de muita emoção e, claro, velocidade nas pistas, estudantes de até 19 anos de 33 países vão ocupar o circuito da Fórmula 1 do Grande Prêmio de Singapura. Eles são finalistas do projeto educacional F1 in Schools, que estimula jovens a montarem escuderias, com três a seis integrantes.

As equipes constroem um carro em miniatura, réplica dos carros oficiais de corrida, que, impulsionados por um cilindro de CO2, chegam a 80 km/h em uma pista de 24 metros. Eles também montam um plano de negócios e de marketing para promover a escuderia. O torneio mundial avalia não só a eficiência dos carros, como também o gerenciamento de projetos, marketing, trabalho em equipe, inovação e comunicação para a competição. 

 

O evento, marcado para os dias 10 a 13 de setembro, antecede em uma semana o GP de Singapura. Duas equipes brasileiras, formadas por alunos do ensino médio do Serviço Social da Indústria (SESI), estão na disputa: a Pocadores, do SESI Jardim da Penha, em Vitória (ES); e a Mach One Planalto, do SESI Jardim Planalto, em Goiânia (GO).

 

Essa é a 18ª edição do campeonato. Para se ter uma ideia de como a disputa exige conhecimento técnico de engenharia, matemática, design e tecnologia, a organização estabeleceu regras para réplicas ainda mais semelhantes aos da Fórmula 1. Além de adicionar o Halo, um dispositivo de segurança nos carros, eles terão um desafio opcional, para desenvolver um carro com nariz que possa ser desmontado e substituído no menor tempo possível, imitando o famoso pit stop da F1.

 

“Os carros são totalmente diferentes neste ano, aproximando-se muito do design de um carro de Fórmula 1. Asa dianteira, rodas, inclusão do halo, capacete do piloto. Os testes de resistência se tornaram bem mais difícil para a tarefa dos projetistas. Esperamos que os carros se mostrem mais velozes na pista de corrida”, destaca Waldemar Battaglia, coordenador do F1 in Schools no Brasil. 

 

Estratégias de cada equipe 

 

A Mach One Planalto ficou em primeiro lugar no Festival SESI de Robótica, realizado em março em Brasília, e agora busca trazer para casa uma das premiações. Há grande expectativa com o novo desafio opcional, de encaixe do nariz do carro, para o qual a equipe criou a estratégia de trabalhar com ímã. 


Já a equipe Pocadores, do SESI Jardim da Penha, que ficou em primeiro lugar no torneio nacional do ano passado, vai tentar novamente o prêmio escrutínio. Essa premiação tem como foco as regras da construção do carro. “O nosso carro foi o primeiro brasileiro a fechar as regras técnicas do escrutínio em uma final de mundial”, ressalta o professor Bruno de Castro, técnico da Pocadores, que aguarda com entusiasmo o campeonato. A equipe também aposta na pintura, elogiada pelos juízes no torneio nacional desse ano.

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