Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

Escrita libertadora: Marcelly Tatiani conta como transformou inquietações da adolescência em livro

Marcelly: ressignificar (F: Divulgação)

Para a escritora Marcelly Tatiani, é preciso libertar as lembranças aprisionadas – inclusive da infância e adolescência – para que novas experiências possam surgir. Por isso, ela lança Rascunhos, que imprime textos escritos desde os oito anos de idade e retratam angústias que ela sentia ao crescer: “acreditava que se as pessoas tivessem acesso a eles, elas iriam identificar situações vividas em minha vida e sempre fui uma pessoa bem discreta”.  

Após retomar esses sentimentos traduzidos em poemas e ressignificá-los na vida adulta, ela garante que escrever é libertador para compreender melhor as próprias emoções. Desta forma, destina páginas em branco dentro da obra para os leitores que – assim como ela – possam colocar no papel as aflições internas e, mais tarde, retomar para dar um novo significado. 

No livro, a escritora e graduanda em psicologia propõe reflexões sobre temas comuns à existência humana, como a influência das amizades, o sentimento de insignificância perante a grandiosidade do mundo, as despedidas constantes, o cultivo do amor-próprio e a dor da paixão.  

Confira em entrevista como foi o processo de escrita:  

1 – Qual é a relação do título Rascunhos com a obra? Como a ação de “rascunhar as emoções” pode ajudar os leitores a aliviarem aflições internas? 

Marcelly Tatiani: O objetivo do livro é que os leitores escrevam o que eles acharem que deve ser escrito, sentimentos aprisionados para depois de algum tempo, serem revisitados e ressignificados. Espero que o leitor de “Rascunhos”, pratique, também, a escrita libertadora nas páginas em branco do livro ou em qualquer outra ferramenta. 

2 – De que forma a escrita te ajudou na adolescência, fase de descobrimento dos próprios sentimentos, medos e diferentes formas de viver? 

M.T.: A escrita, para mim, sempre foi algo libertador e funcional. Na adolescência comecei a estruturar como seria um possível livro meu. Durante anos, eu os escondi das pessoas, mas eu os revisitava sempre. Durante o processo de autoconhecimento, resolvi que iria publicá-los para atender a vontade da criança/adolescente que fui e prosseguir a minha vida de acordo com a mulher que sou hoje. Em algumas escritas, fiz pequenas alterações, mas quis deixar o mais parecido com o que escrevi originalmente. 

3 – Você acredita que a psicologia – sua área de estudo hoje – pode influenciar na forma como você escreve? 

M.T.: A psicologia é o meu propósito de vida e dedico quase todo o meu tempo livre em entender os conceitos que são apresentados nas aulas teóricas e nas supervisões, hoje assistir filmes ou ler livros que abordam questões psicológicas, por exemplo, me atraem muito. Pensar em desenvolver uma personagem baseada na compreensão que tenho sobre a mente humana é um desafio grande, não só pelo fato de a mente humana ser complexa, mas sim, pelo fato de ser estudante e ainda estar em processo de escolha sobre a abordagem teórica que seguirei como psicóloga. 

4 – Como você acredita que o ato de escrever sobre sentimentos pode contribuir para ressignificar as próprias experiências? 

M.T.: Muitas vezes, para nos conhecermos melhor é preciso dar um novo significado a nossa história de vida, acreditar que tudo o que vivemos é aprendizado, isso inclui os acertos e erros que cometemos ao longo de nossa jornada, esse processo nos traz mais segurança e clareza do que a gente verdadeiramente é.   

5 – Quais são os seus próximos planos na literatura? 

M.T.: Tenho um projeto que sairá no final do ano: serei uma das coautoras do livro “As Donas da P*** Toda”, volume 4. No meu capítulo exploro um pouco do vazio existencial e a importância de ressignificar a sua história de uma forma bem objetiva e particular.   

Sobre a autora: Graduada em Letras e pós-graduada em Jornalismo Institucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Marcelly Tatiani iniciou o curso em Psicologia na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) com objetivo de se aprofundar na mente humana. Como escritora, estreia com o livro Rascunhos, coleção de poemas e textos que escreveu em diferentes fases da vida. 

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