Preços de ovos, arroz e feijão recuam em julho e trazem alívio ao bolso do brasileiro

F: Freepik Em julho, o consumidor brasileiro conseguiu dar um respiro no orçamento e levar para casa um carrinho de compras mais completo. De acordo com o novo   estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consu mo, as categorias de itens básicos, com o ovos, arroz e feijão, tiveram recuo nos preços médios no último mês. Entre os destaques, os legumes apresentaram a maior redução no período, com queda de 11,2% – passando de R$ 6,06 em junho para R$ 5,38 em julho. Os ovos, que vinham registrando aumentos expressivos nos últimos meses, baixaram 8,2% no mesmo intervalo. A tradicional dupla do prato brasileiro também ficou mais barata: o arroz teve reajuste de 4,9%, com o preço médio caindo de R$ 5,40 para R$ 5,14, enquanto o feijão retraiu 3%, indo de R$ 6,61 para R$ 6,41. “Embora o recuo dos itens básicos tenha oferecido um alív...

Pesquisa Genial/Quaest: Aprovação do governo Lula melhora com percepção positiva sobre a economia

A terceira rodada da pesquisa Genial/Quaest em 2023 mostrou recuperação na aprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em relação a abril, o índice de aprovação subiu de 51% para 56%, enquanto a reprovação oscilou de 42% para 40%. Esse desempenho está alinhado com a melhora da percepção sobre a economia. Para 32%, a situação econômica melhorou nos últimos 12 meses e 56% esperam que o desempenho continue positivo (em abril eram 51%). Para 25% a economia vai piorar, contra 29% em abril. A expectativa de 37% é de que o desemprego diminua, e 29% acreditam que a inflação vai cair. O comportamento do poder de compra ainda é dúvida: 31% acreditam que vai aumentar, 30% que vai diminuir e 35% acham que nada mudará.

Na região Centro-Oeste, majoritariamente bolsonarista devido a sua ligação com o agronegócio, a aprovação subiu dez pontos percentuais em relação a abril, saltando de 46% para 56%.

A recuperação na aprovação do trabalho do presidente Lula repete-se na maioria dos grupos da pesquisa, mesmo naqueles em que a avaliação negativa prevalece, como o dos eleitores que têm nível superior e o dos que têm renda mensal superior a 5 salários mínimos. Entre os eleitores do ex-presidente  Jair Bolsonaro, a aprovação subiu 8 pontos percentuais, de 15% para 22%. No grupo dos que votaram branco ou nulo ou não foram votar, 54% aprovam o governo e 36% desaprovam.

Em seus primeiros seis meses de governo, Lula tem avaliação positiva de 37% dos eleitores, contra 33% de Bolsonaro no mesmo período de seu governo. Comparado aos mandatos Lula1 e Lula2, entretanto, a avaliação é pior. Nos primeiros seis meses do primeiro governo Lula, a aprovação era de 42%, índice que subiu para 48% no segundo mandato. Entre seus eleitores, o índice dos que consideram o governo atual melhor que os dois anteriores recuou de 53% em fevereiro para 35%, enquanto o percentual dos que apontam piora subiu de 25% para 33%.

A relação com o Congresso Nacional é apontada pelos eleitores como um obstáculo importante para Lula. Para 51%, o presidente tem mais dificuldade do que seu antecessor para conseguir apoio a seus projetos. Eleitores de Lula (52%) e de Bolsonaro (55%) concordam nesse ponto. A mesma aproximação acontece quando a pergunta é se Lula deveria ceder e liberar mais recursos para o Congresso: 50% dos eleitores de Lula e 51% dos de Bolsonaro dizem que o presidente não deve ceder.

A pesquisa também quis ouvir os eleitores sobre alguns temas em debate atualmente. Entre esses, as propostas de isenção tributária para montadoras afim de baixar preços dos carros e de perdoar dívidas pequenas para limpar o nome do cidadão contam com apoio maciço: 76% e 73%, respectivamente. O fim da paridade internacional para o preço da gasolina vem em seguida, com 61% de aprovação. As maiores rejeições são à facilitação da compra e da posse de armas (71%) proposta no governo de Jair Bolsonaro e à volta de relações diplomáticas com a Venezuela (64%). A exploração de petróleo na Amazônia é rechaçada por 52% dos eleitores.

 A sondagem foi feita entre os dias 15 e 18 de junho. Foram entrevistados face a face 2.029   eleitores com idade superior a 16 anos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Confira a pesquisa aqui.

Comentários