Goiás registra mais de 9 mil mortes em 2025 por infarto, insuficiência cardíaca e AVC

Silenciosa, comum e muitas vezes negligenciada, a hipertensão arterial segue como um dos principais gatilhos para duas das doenças que mais matam no país: infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2025, o Brasil registrou 177.810 mortes por infarto e 104.363 mil por AVC, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS). Os dados incluem diferentes tipos de eventos cardiovasculares e reforçam o tamanho do problema: foram ainda 64.133 óbitos por insuficiência cardíaca. Para 2026, os números ainda estão em consolidação, mas já indicam a continuidade do cenário preocupante. Total de 346.306 óbitos por infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em Goiás, foram registrados 4.678 óbitos por infarto; 2.728 por AVC e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 mortes. Uma doença silenciosa e perigosa A hipertensão é considerada uma doença silenciosa justamente porque, na ma...

No Dia do Orgulho LGBTQIA+, colaboradores da Comurg celebram diversidade e respeito, e unem forças para levar esporte a crianças carentes

Kelly e Juninho: respeito (F: Luciano Magalhães/Comurg)
Kelly Cecília de Oliveira, de 42 anos, e Suianny Sousa Alves, de 26, têm muitas coisas em comum. Ambos são colaboradores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), mestres de Karatê e defensores de uma bandeira fundamental para qualquer sociedade: a do respeito. Por ocasião do Dia do Orgulho LGBTQIA+, celebrado nesta quarta-feira (28), a Comurg destaca a história de vida desses dois campeões que inspiram muita gente.

Funcionária do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da Comurg, Kelly Cecília veio de família pobre, e encontrou no esporte uma chance para transpor as dificuldades e alcançar outros horizontes. Deu certo, ela venceu. E desde 1998, tenta fazer o mesmo por outras crianças carentes em retribuição e agradecimento por meio do projeto social Team Kelly Cecília, o TKC.

“Por nosso projeto já passaram mais de dez mil crianças. Hoje, o TKC oferece aulas de karatê de graça para mais de 300 crianças. Somos dez professores voluntários atuando em 13 polos, em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Trindade. Também sou filha de projeto social, a ele devo meus 39 anos de karatê. Sei o quanto é difícil, muitas famílias simplesmente não têm condições de pagar aulas para os filhos”, afirma Kelly.

Na Comurg, Kelly encontrou um aliado para reforçar o potencial do TKC: Suianny, mais conhecido como Juninho. Frentista na Diretoria de Logística, Juninho também é mestre de Karatê e pratica a modalidade há 20 anos. “A Kelly, para mim, é uma inspiração. Ter a oportunidade de unir forças com ela para proporcionar a outras crianças a mesma chance que a gente teve lá atrás é motivo de muito orgulho”, diz Juninho.

Além de lutarem pela inclusão no esporte, os amigos também são parceiros na luta diária contra a homofobia. Kelly é homossexual e Juninho, homem transgênero. Eles contam que, felizmente, desfrutam de respeito e acolhimento no ambiente de trabalho, mas desejam ter o mesmo tratamento em todos os lugares, já que, afirmam, “que o mundo lá fora está cheio de ódio”.

“As pessoas não precisam me aceitar, mas respeitar, elas têm. Para quem não respeita, ofende e agride, existe a força da lei. Homofobia é crime!”, destaca Kelly. “Meus colegas de trabalho me chamam pelo meu nome, que é Juninho, e isso me deixa muito feliz. Tenho amizade com todo mundo. Mas a sociedade no geral ainda é muito preconceituosa, temos muitos obstáculos para vencer. Só que eu e a Kelly somos boas de briga, não vamos desistir da felicidade”, conclui Juninho.

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