Lula se reúne com os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu

Costa, Lula e Leyen (F: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se na terça-feira (16), em Évian, na França, à margem da reunião do G7, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Trataram de temas da agenda bilateral, em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas recentemente pela parte europeia. Definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos. Comprometeram-se a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia.

Instituto Vladimir Herzog repudia decisão do governo britânico de extraditar Julian Assange

O Instituto Vladimir Herzog vem a público para repudiar a decisão do governo britânico, que na última quinta-feira, 8 de junho, negou uma apelação contra a extradição do jornalista Julian Assange para os Estados Unidos.

A extradição de Assange será um duro golpe contra aqueles que defendem os direitos humanos e a liberdade de expressão ao redor do planeta. Mais do que isso, abriria um precedente absolutamente perigoso para que jornalistas e comunicadores de todo o mundo sejam criminalizados por publicarem reportagens jornalísticas de incontestável interesse público.
 

Assange contribuiu de modo decisivo para o avanço do conhecimento e da proteção do direito à informação. Denunciou mentiras, desmascarou falsos heróis, desvendou tratativas escusas entre governos. Comprovou denúncias de execução e tortura de prisioneiros e de jornalistas.
 

Num exemplo de rigor profissional, suas revelações sempre foram acompanhadas por farta documentação e por fotos e vídeos cuja veracidade jamais foi contestada. Não falsificou os fatos, não omitiu, não distorceu, não mentiu nem enganou. Apenas cumpriu o dever de apurar a dura realidade destes nossos tempos.
 

Em um momento histórico, em que o jornalismo é violentamente atacado por aqueles que tentam impedir a livre circulação de informações e a denúncia de condutas criminosas e irregulares, a possível extradição de Assange é um ataque inaceitável contra a liberdade de expressão e contra os direitos humanos consagrados pela Declaração Universal instituída pela Organização das Nações Unidas em 1948.
 

Na próxima semana, a defesa de Julian Assange terá uma nova oportunidade de apelar contra a extradição junto ao governo do Reino Unido. Para enfrentarmos os duros tempos que vivemos, é absolutamente fundamental, portanto, que o governo britânico reveja tal decisão e garanta liberdade a Julian Assange, preservando direitos e conquistas internacionais que interessam a toda a humanidade.

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