Por que um conflito entre Estados Unidos e Venezuela pode pesar no bolso do brasileiro

(F: Freepik) Um ataque dos Estados Unidos à Venezuela pode parecer um assunto distante da rotina do brasileiro, restrito a disputas políticas e militares entre outros países, só que na prática, esse tipo de tensão internacional encontra caminhos diretos até o dia a dia da população, especialmente por meio dos preços, do dólar e do custo de vida. Isso porque o mundo funciona hoje como uma grande rede conectada e quando um ponto dessa rede entra em conflito, o efeito se espalha rapidamente. No caso da Venezuela, o alerta surge porque o país faz parte de uma região estratégica para o mercado de petróleo e qualquer instabilidade envolvendo grandes produtores ou grandes potências, aumenta o risco de desabastecimento, mesmo que no âmbito da especulação, ou seja, antes de acontecer de fato. Basta o receio para o preço do petróleo subir no mercado internacional. “Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o tr...

Instituto Vladimir Herzog repudia decisão do governo britânico de extraditar Julian Assange

O Instituto Vladimir Herzog vem a público para repudiar a decisão do governo britânico, que na última quinta-feira, 8 de junho, negou uma apelação contra a extradição do jornalista Julian Assange para os Estados Unidos.

A extradição de Assange será um duro golpe contra aqueles que defendem os direitos humanos e a liberdade de expressão ao redor do planeta. Mais do que isso, abriria um precedente absolutamente perigoso para que jornalistas e comunicadores de todo o mundo sejam criminalizados por publicarem reportagens jornalísticas de incontestável interesse público.
 

Assange contribuiu de modo decisivo para o avanço do conhecimento e da proteção do direito à informação. Denunciou mentiras, desmascarou falsos heróis, desvendou tratativas escusas entre governos. Comprovou denúncias de execução e tortura de prisioneiros e de jornalistas.
 

Num exemplo de rigor profissional, suas revelações sempre foram acompanhadas por farta documentação e por fotos e vídeos cuja veracidade jamais foi contestada. Não falsificou os fatos, não omitiu, não distorceu, não mentiu nem enganou. Apenas cumpriu o dever de apurar a dura realidade destes nossos tempos.
 

Em um momento histórico, em que o jornalismo é violentamente atacado por aqueles que tentam impedir a livre circulação de informações e a denúncia de condutas criminosas e irregulares, a possível extradição de Assange é um ataque inaceitável contra a liberdade de expressão e contra os direitos humanos consagrados pela Declaração Universal instituída pela Organização das Nações Unidas em 1948.
 

Na próxima semana, a defesa de Julian Assange terá uma nova oportunidade de apelar contra a extradição junto ao governo do Reino Unido. Para enfrentarmos os duros tempos que vivemos, é absolutamente fundamental, portanto, que o governo britânico reveja tal decisão e garanta liberdade a Julian Assange, preservando direitos e conquistas internacionais que interessam a toda a humanidade.

Comentários