“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Regiões Centro-Oeste e Norte têm saldo negativo de vagas nas micro e pequenas indústrias e foram as que mais sofreram com o alto custo de produção

A pesquisa “Indicador Nacional da Micro e Pequena Indústria”, realizada pelo SIMPI/Datafolha, aponta que o Centro-Oeste e Norte, foram as segundas regiões que mais demitiram funcionários na categoria econômica das micro e pequenas indústrias no Brasil: 18% das empresas fecharam vagas, porcentagem maior em relação ao nível nacional, que ficou em 15%. Dentro da escala de 0 a 200 pontos, o Índice de Contratação e Demissão das MPI’s ficou em 95, abaixo do considerado neutro (100). Os dados foram coletados em fevereiro e março deste ano, com perguntas referindo-se ao mês anterior.

Alguns pontos negativos se sobressaíram em comparação com os demais locais, como por exemplo: pior avaliação no faturamento do mês anterior (31%) e pior classificação na margem de lucro no mês anterior (31%).

Tais avaliações estão associadas com outras questões financeiras, como por exemplo a taxa de juros. Para a grande maioria dos empresários das micro e pequenas indústrias, essas taxas elevam seus custos junto a fornecedores e encarecem o crédito para seus clientes e dos produtos.

Dentro ainda deste cenário, vale citar que foram as regiões que menos fizeram investimentos nas empresas.


Além da falta de investimentos, o 
alto custo de produção no mês anterior também prejudicou os negócios: 49% tiveram aumentos significativos, sendo a maioria em matéria-prima e insumos. Outras dificuldades enfrentadas foram: atraso na entrega de matérias-primas e insumos (32%) e qualidade mais baixa de matérias-primas e insumos (32%); ambos, os maiores índices entre as demais regiões.

“Esses dados mostram a necessidade de políticas públicas para viabilizar a geração de emprego, renda e o empreendedorismo na região”, diz Joseph Couri, presidente do Sindicado da Micro e Pequena Indústria (SIMPI).

Possibilidade de fechar

A pesquisa mostra ainda que para 22% das micro e pequenas indústrias, existe a possibilidade de fechar a empresa nos próximos meses, quase o dobro da média nacional (12%).



Vale acrescentar que o cenário continua negativo no que se refere às expectativas futuras para as empresas. O Centro-Oeste e Norte são os mais pessimistas, quando perguntados sobre a situação dos negócios para o próximo mês: para 14% das micro e pequenas indústrias, os negócios vão piorar.

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