Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor e acelera a liberalização comercial

Tratado histórico em vigor (F: Freepik) O cenário do comércio exterior na América do Sul passa por uma transformação histórica com a entrada em vigor do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que passou a valer no dia 1º de maio. Após 25 anos de negociações, o tratado chega ao mercado como um pilar independente, focado na liberalização comercial imediata de bens e serviços. Na prática, a medida extingue tarifas sobre 95% das importações da UE e 91% das exportações do Mercosul, alcançando desde commodities agrícolas até produtos industriais de alto valor agregado. Embora o acordo represente uma abertura sem precedentes, o setor produtivo deve estar atento às exigências operacionais para não perder as vantagens tributárias. Segundo a Câmara de Comércio Brasil Paraguai (CCBP), o benefício de isenção não é automático. Para a entidade, o sucesso da operação depende da apresentação obrigatória do Certificado de Origem digital, documento que atesta a procedência...

Regiões Centro-Oeste e Norte têm saldo negativo de vagas nas micro e pequenas indústrias e foram as que mais sofreram com o alto custo de produção

A pesquisa “Indicador Nacional da Micro e Pequena Indústria”, realizada pelo SIMPI/Datafolha, aponta que o Centro-Oeste e Norte, foram as segundas regiões que mais demitiram funcionários na categoria econômica das micro e pequenas indústrias no Brasil: 18% das empresas fecharam vagas, porcentagem maior em relação ao nível nacional, que ficou em 15%. Dentro da escala de 0 a 200 pontos, o Índice de Contratação e Demissão das MPI’s ficou em 95, abaixo do considerado neutro (100). Os dados foram coletados em fevereiro e março deste ano, com perguntas referindo-se ao mês anterior.

Alguns pontos negativos se sobressaíram em comparação com os demais locais, como por exemplo: pior avaliação no faturamento do mês anterior (31%) e pior classificação na margem de lucro no mês anterior (31%).

Tais avaliações estão associadas com outras questões financeiras, como por exemplo a taxa de juros. Para a grande maioria dos empresários das micro e pequenas indústrias, essas taxas elevam seus custos junto a fornecedores e encarecem o crédito para seus clientes e dos produtos.

Dentro ainda deste cenário, vale citar que foram as regiões que menos fizeram investimentos nas empresas.


Além da falta de investimentos, o 
alto custo de produção no mês anterior também prejudicou os negócios: 49% tiveram aumentos significativos, sendo a maioria em matéria-prima e insumos. Outras dificuldades enfrentadas foram: atraso na entrega de matérias-primas e insumos (32%) e qualidade mais baixa de matérias-primas e insumos (32%); ambos, os maiores índices entre as demais regiões.

“Esses dados mostram a necessidade de políticas públicas para viabilizar a geração de emprego, renda e o empreendedorismo na região”, diz Joseph Couri, presidente do Sindicado da Micro e Pequena Indústria (SIMPI).

Possibilidade de fechar

A pesquisa mostra ainda que para 22% das micro e pequenas indústrias, existe a possibilidade de fechar a empresa nos próximos meses, quase o dobro da média nacional (12%).



Vale acrescentar que o cenário continua negativo no que se refere às expectativas futuras para as empresas. O Centro-Oeste e Norte são os mais pessimistas, quando perguntados sobre a situação dos negócios para o próximo mês: para 14% das micro e pequenas indústrias, os negócios vão piorar.

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