Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor e acelera a liberalização comercial

Tratado histórico em vigor (F: Freepik) O cenário do comércio exterior na América do Sul passa por uma transformação histórica com a entrada em vigor do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que passou a valer no dia 1º de maio. Após 25 anos de negociações, o tratado chega ao mercado como um pilar independente, focado na liberalização comercial imediata de bens e serviços. Na prática, a medida extingue tarifas sobre 95% das importações da UE e 91% das exportações do Mercosul, alcançando desde commodities agrícolas até produtos industriais de alto valor agregado. Embora o acordo represente uma abertura sem precedentes, o setor produtivo deve estar atento às exigências operacionais para não perder as vantagens tributárias. Segundo a Câmara de Comércio Brasil Paraguai (CCBP), o benefício de isenção não é automático. Para a entidade, o sucesso da operação depende da apresentação obrigatória do Certificado de Origem digital, documento que atesta a procedência...

Alimentação em avião presidencial já custou mais de R$3,5 milhões aos cofres públicos

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) identificou gasto milionário do presidente Jair Bolsonaro com alimentação dentro do avião presidencial. A conta, do início do mandato até agora, chega a R$3.580.320,06. Só de abril a 14 de novembro, o presidente gastou R$1 milhão com comida e bebida durante as viagens de avião. “Esses valores absurdos colocam em xeque a imagem que o presidente quer passar, de um homem simples, que come farofa na rua, que gosta de macarrão instantâneo e leite condensado. A grande verdade é que, enquanto 33 milhões de brasileiros passam fome, Bolsonaro está se refestelando com banquetes no avião. É revoltante”, destaca Elias Vaz.

Segundo a investigação do parlamentar, o contrato da presidência da República com a International Meal Company Alimentação S/A vem sofrendo sucessivas prorrogações e é destinado ao fornecimento refeições prontas (almoço, jantar e café da manhã), bebidas, lanches (salgados e sanduíches), petiscos (castanhas, barras de cereais e frios), frutas, doces e gelo. Os dados são do Portal da Transparência.

“Esse tipo de serviço não é pago com o cartão corporativo, uma vez que a empresa mantém relação contratual por meio de licitação realizada pela presidência. Ou seja, além de gastar milhões todo mês com cartão, Bolsonaro ainda usa mais dinheiro público para bancar luxos no avião presidencial”, explica o deputado. Elias Vaz revelou na semana passada que, só nos meses de agosto, setembro e outubro, em plena campanha eleitoral, as despesas com cartão corporativo da presidência somam R$9,1 milhões.

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