“Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Guilherme Boulos sobre a importância do fim da escala 6x1

(F: Diego Campos/Secom/PR) O fim da escala 6x1 foi amplamente defendido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (30). Segundo ele, não existem justificativas para o tema não avançar. “Uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira está parada numa gaveta. O trabalhador brasileiro não pode ficar refém disso”, ressaltou. “Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas, nós estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força, não foi por acaso que ela tomou as redes sociais, tomou as ruas e tomou o boca a boca ali na conversa das pessoas no dia a dia. É porque é uma pauta que significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, destacou o ministro. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma mensagem preside...

Número de setores industriais confiantes dobra em fevereiro, mostra CNI

(Foto: Drobotedean/Freepik)
O número de setores industriais otimistas subiu de cinco para dez entre janeiro e fevereiro, mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) Setorial, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (24). Ainda assim, 18 setores continuam pessimistas, enquanto um se mostra neutro.

Em fevereiro, informa a CNI, sete setores migraram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança: couros e artefatos de couro; calçados e suas partes; impressão e reprodução; biocombustíveis; produtos químicos; veículos automotores; e manutenção e reparação. Um setor fez a transição contrária e um setor passou de neutralidade para falta de confiança.

A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Cláudia Perdigão, analisa o resultado do ICEI Setorial. “A pesquisa mostra uma recuperação disseminada da confiança industrial. Contudo, ainda existe, na percepção do empresário, um cenário de dificuldade. A maior parte dos setores continua abaixo da linha dos 50 pontos, sinalizando que há sinais de receio em relação ao ambiente econômico”, avalia.

Grandes indústrias voltam a ficar confiantes

De acordo com a pesquisa, o ICEI se recuperou entre as empresas de todos os portes: subiu 0,7 ponto nas pequenas e 0,5 ponto nas médias e nas grandes. Com a alta, os empresários das grandes empresas passaram de um estado de neutralidade, em janeiro, para um estado de confiança, em fevereiro.

Apesar da melhoria, pequenas e médias empresas continuam abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que significa que ainda estão sem confiança.

“A alta da confiança das grandes empresas pode provocar um efeito positivo no sistema econômico, porque elas têm capacidade de estimular as cadeias produtivas por meio da compra de insumos e na movimentação do investimento, beneficiando as pequenas e médias indústrias”, destaca Cláudia Perdigão.

O ICEI também subiu em todas as regiões do país. A maior recuperação ocorreu entre as indústrias do Norte, onde o índice cresceu 1,5 ponto. Em seguida, vêm as empresas do Centro-Oeste (+ 1,2 ponto) e do Nordeste (+ 0,8 ponto). A confiança também aumentou nas fábricas do Sul e do Sudeste, embora de forma mais moderada: + 0,6 e + 0,2 ponto, respectivamente.

O movimento foi suficiente para que as indústrias do Norte e do Centro-Oeste saíssem de um estado de pessimismo para um estado de neutralidade. As empresas do Nordeste continuam confiantes, enquanto as do Sul e do Sudeste seguem sem confiança.

Amostra

Nesta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.735 empresas: 696 de pequeno porte; 640 de médio porte; e 399 de grande porte, entre 3 e 12 de fevereiro de 2025.

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