Preços de ovos, arroz e feijão recuam em julho e trazem alívio ao bolso do brasileiro

F: Freepik Em julho, o consumidor brasileiro conseguiu dar um respiro no orçamento e levar para casa um carrinho de compras mais completo. De acordo com o novo   estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consu mo, as categorias de itens básicos, com o ovos, arroz e feijão, tiveram recuo nos preços médios no último mês. Entre os destaques, os legumes apresentaram a maior redução no período, com queda de 11,2% – passando de R$ 6,06 em junho para R$ 5,38 em julho. Os ovos, que vinham registrando aumentos expressivos nos últimos meses, baixaram 8,2% no mesmo intervalo. A tradicional dupla do prato brasileiro também ficou mais barata: o arroz teve reajuste de 4,9%, com o preço médio caindo de R$ 5,40 para R$ 5,14, enquanto o feijão retraiu 3%, indo de R$ 6,61 para R$ 6,41. “Embora o recuo dos itens básicos tenha oferecido um alív...

Número de setores industriais confiantes dobra em fevereiro, mostra CNI

(Foto: Drobotedean/Freepik)
O número de setores industriais otimistas subiu de cinco para dez entre janeiro e fevereiro, mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) Setorial, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (24). Ainda assim, 18 setores continuam pessimistas, enquanto um se mostra neutro.

Em fevereiro, informa a CNI, sete setores migraram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança: couros e artefatos de couro; calçados e suas partes; impressão e reprodução; biocombustíveis; produtos químicos; veículos automotores; e manutenção e reparação. Um setor fez a transição contrária e um setor passou de neutralidade para falta de confiança.

A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Cláudia Perdigão, analisa o resultado do ICEI Setorial. “A pesquisa mostra uma recuperação disseminada da confiança industrial. Contudo, ainda existe, na percepção do empresário, um cenário de dificuldade. A maior parte dos setores continua abaixo da linha dos 50 pontos, sinalizando que há sinais de receio em relação ao ambiente econômico”, avalia.

Grandes indústrias voltam a ficar confiantes

De acordo com a pesquisa, o ICEI se recuperou entre as empresas de todos os portes: subiu 0,7 ponto nas pequenas e 0,5 ponto nas médias e nas grandes. Com a alta, os empresários das grandes empresas passaram de um estado de neutralidade, em janeiro, para um estado de confiança, em fevereiro.

Apesar da melhoria, pequenas e médias empresas continuam abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que significa que ainda estão sem confiança.

“A alta da confiança das grandes empresas pode provocar um efeito positivo no sistema econômico, porque elas têm capacidade de estimular as cadeias produtivas por meio da compra de insumos e na movimentação do investimento, beneficiando as pequenas e médias indústrias”, destaca Cláudia Perdigão.

O ICEI também subiu em todas as regiões do país. A maior recuperação ocorreu entre as indústrias do Norte, onde o índice cresceu 1,5 ponto. Em seguida, vêm as empresas do Centro-Oeste (+ 1,2 ponto) e do Nordeste (+ 0,8 ponto). A confiança também aumentou nas fábricas do Sul e do Sudeste, embora de forma mais moderada: + 0,6 e + 0,2 ponto, respectivamente.

O movimento foi suficiente para que as indústrias do Norte e do Centro-Oeste saíssem de um estado de pessimismo para um estado de neutralidade. As empresas do Nordeste continuam confiantes, enquanto as do Sul e do Sudeste seguem sem confiança.

Amostra

Nesta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.735 empresas: 696 de pequeno porte; 640 de médio porte; e 399 de grande porte, entre 3 e 12 de fevereiro de 2025.

Comentários